26 de junho de 2020

Eu sorri pra você

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iasmim Santos escritora casais


Você pode ler ouvindo Beyoncé - Disappear

Nós estávamos na cozinha, lavando a louça do café, você me segurou pela cintura com as mãos úmidas devido ao súbito desejo de dançar quando começou a tocar Elton John no rádio.

Nós dançamos na cozinha, ouvi os batimentos do seu coração quando encostei a cabeça, e o seu abraço me aqueceu.

Era uma noite chuvosa de agosto, você colocou as mãos nos bolsos do meu shorts jeans e beijou o topo da minha cabeça, elogiando meu penteado de tranças.

Eu sorri pra você.
Sabe, as pessoas não têm noção do que as pequenas coisas significam, o quanto elas importam ou como elas podem fazer falta.

Ainda naquela noite, você enrolou um dos meus cachos no dedo e me olhou nos olhos, com seus olhos castanho-mel, enquanto perguntava sobre o que era o livro que eu estava lendo.

Nesse momento, eu estava deitada no sofá com a cabeça no seu colo, fechei o livro e deixei as lágrimas escorrerem, enquanto você acariciava meu queixo.

Eu as deixei livres, porque durante muito tempo elas estavam presas, como uma torneira emperrada.

Eu te falei que estava tão feliz com o que tínhamos, e chorei ainda mais porque o filme do nosso relacionamento passou na minha frente, enquanto você olhava pra mim.

Eu não mudaria nada sobre aquela noite.

O seu carinho e cuidado, a sua boca doce e macia, a sua pele branquinha, até mesmo os pelinhos no seu peito, oh a sua cueca box salmão que eu amo, ou a sua camiseta verde de algodão, que vesti quando acordei de madrugada para escrever, porque senti um pouco de frio ao sentar na escrivaninha, próximo a janela, vestida na minha lingerie lilás que você adora.

Você lembra disso?

Me assustei quando você beijou meu pescoço, e me cobriu com o edredom, eu estava tão inerte no que escrevia que sequer notei você levantando e vindo até mim.

Eu esperava que você tivesse dito que eu precisava dormir, mas você apenas me perguntou se eu queria um café.

Então, eu sorri de novo.

É incrível como as pequenas coisas importam, e é indizível a forma como você me conhece.
E ama.

Não é?

* essa sou eu sorrindo, mais uma vez, para você *

29 de maio de 2020

O que aprendi, com os erros que cometi, depois de publicar três livros

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Eu errei em cada um dos três livros que publiquei, e eu me lembro de como me esforcei com cada um deles.

Me lembro de passar horas na frente do computador, digitando todo o manuscrito de poemas, descrições e falas do meu primeiro livro.
Na época, eu digitei todo o livro pelo teclado virtual, porque o teclado físico não estava funcionando.

Isso não justifica os meus erros de ortografia, gramática e a falta de imaginação tanto para o título do livro quando para a estória. Embora, essa ficção científica tenha me ajudado a enfrentar momentos difíceis da minha pré-adolescência, como também ajudou pessoas com problemas de depressão e ansiedade.

Eu amo a minha primeira obra publicada, ela me mostrou como sou capaz de fazer qualquer coisa que eu sonhe com o coração, e me dedique de forma igual. Como ela também me mostrou o que eu precisava melhorar para os meus próximos livros, o que eu fiz com o segundo.

Todos os textos (os contos e as crônicas) que continham nele foram escritos de coração, porque é de lá que minha inspiração vem. Dessa vez eu acertei um pouco mais: o título, os textos, inclusive a capa que eu ilustrei todinha a mão e depois digitalizei. O livro foi revisado por uma professora de confiança, mas eu pequei na divulgação nas redes sociais e em ter mantido a divulgação para apenas a minha cidade. Mas, ainda assim, eu fiz tudo com carinho.

Nessa época, eu já tinha profissionalizado o blog, e tinha conseguido manter um bom público ativo. O que foi ótimo para eu ser vista, até eu perder o domínio do blog e ter um bloqueio criativo durante meses, por coisas que estava vivendo.

Isso me machucou muito, porque, no fundo, a coisa que sempre fez quem eu sou, era a única que eu não conseguia fazer.

Depois de alguns meses, consegui voltar a escrever, poucas vezes eu conseguia gostar do que produzia, mas ainda assim, eu continuei até eu conseguir voltar a escrever e me ler sem ser tão crítica comigo mesma.

Na minha terceira publicação, eu cometi inúmeros erros, e no atual momento, eles estão me ajudando a fazer o meu melhor em cada palavra que escrevo. E ainda assim eu tenho muito o que melhorar.

Eu errei com o título do livro, houveram alguns erros ortográficos e gramaticais, foram poucos, mas foram fruto da minha autoconfiança de estudante de letras que já havia estagiado em sala de aula, eu acabei esquecendo a minha pouca experiência e que precisava do auxílio de pessoas em que confio.

Também, talvez eu tenha me exposto mais do que gostaria, mas, não pude evitar porque quando escrevi esse livro, eu estava bem e confortável de falar tanto assim sobre mim. Aprendi. 

Eu, na posição de leitora, sempre me pergunto se aquilo que o autor escreveu é real, sobre ele ou apenas imaginação, e é exatamente isso que acontecerá em cada pequeno texto ou livro que escreverei (porque eu vou).

Errei feio com o evento de lançamento, mas eu fiz o meu melhor, pensei sempre nos meus colegas que também lutam e precisam de oportunidade, um espaço para se apresentar. Eu fiz, pensando não em mim, mas em todos. 

Errei, inclusive, pelo meu ego de querer mostrar que eu poderia sim usar um vestido lindo em um lugar tão simples.

As coisas foram exatamente como eu imaginei, mas as coisas e planos que tenho pra mim, não são os mesmos sonhos, planos, muito menos o que Deus destinou pra mim.

Então, eu errei. Errei feio.
Até mesmo com cada uma das pessoas que me ajudou, direta e indiretamente. Sou eternamente grata, e eu poderia ter feito melhor.

A minha vontade de mostrar quão forte e capaz eu conseguiria ser, me fez falhar mais uma vez. De uma forma que eu me magoei, frustrei, decepcionei e me autocritiquei por meses, foi uma fase difícil.

Apesar de tudo isso, algumas pessoas (tanto jovens como eu, como meu próprio coordenador editorial) me viram como inspiração, porque eu consegui, eu fiz, corri atrás de cada pequena coisa, realizei mais um sonho. Eu fico feliz e quanto a isso: acredito que cada um de vocês é capaz, se fizer tudo com amor.

Eu não sei o que vai acontecer amanhã, ou daqui alguns dias, mas hoje eu pude, finalmente, falar comigo mesma sem ter mais uma crise de choro e, principalmente, escrever sobre tudo isso.

O isolamento social, a pandemia e a crise que estamos vivendo abriu meus olhos, mais do que nunca, para o fato de que: além de perdoar os machucados que fizeram em mim, eu preciso me perdoar por ter permitido que o fizessem, por todos os erros que cometi e por todas as feridas que abri em mim mesma.

Eu preciso, acima de tudo, me perdoar, mas eu não deixarei, nunca, de agradecer.

Afinal, se eu não tivesse vivido tudo que vivi, errado o que errei e acertado o que acertei, eu não estaria aqui e agora, vivendo o meu recomeço e pronta para dizer:

Eu não sou mais uma página em branco, mas, sim, o sexto capítulo de um livro (reticências) que ainda não pode ser aberto.

Mas, um dia, eu o abrirei.
Você ainda estará aqui, para ler?

29 de novembro de 2019

Em homenagem a tudo aquilo que eu não pude sentir #3

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/Reproduction Pinterest


Essa é a quarta vez que o telefone toca desde que acordei. Passo direto pela sala até a cozinha, ligo a cafeteira, e volto para atender o telefone.

- Alô?! - Digo.
- Finalmente. 
Escuto a voz já um pouco impaciente, e penso se escutei bem:
- Quem é?
- O Heitor. Não reconhece mais minha voz?
Quanta saudade. Penso.
- Quanto tempo. - Falo, indiferente, fingindo que o coração não tá pulsando na garganta.
Ele fica calado, e meu coração bate descompassado.
- Oooi? - Espero alguma resposta, mas não tenho nada.

Escuto alguém bater na porta.

28 de novembro de 2019

Em homenagem a tudo aquilo que eu não pude sentir #2

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/Reproduction Pinterest

Você pode ler ouvindo Selena Gomez - Back To You (Acoustic)


Escuto o telefone da sala tocando, e acordo assustada.
Sento na cama, vejo o Sol entrando pela janela do meu quarto, e tento entender o que aconteceu: eu havia sonhado mais uma vez.

Existem inúmeros sentimentos dentro de mim, e eu consigo lidar com todos eles, o que eu não suporto é quando apenas um, em específico, faz questão de fazer morada no meu peito, diminuindo, inclusive, o fato de que existem todos os outros.

Não gosto quando isso acontece, porque além de ser pega de surpresa, eu fico torpe por tempo indeterminado. Da última vez, foram cinco dias seguidos.

27 de novembro de 2019

Em homenagem a tudo aquilo que eu não pude sentir #1

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/Pinterest Reproduction



Eu queria ter chorado mais. Ter aproveitado o seu colo e o seu abraço, por todas as vezes que engoli o choro, quando podia ter desabado e me deixado ser acolhida por seus braços, que sempre me trouxeram segurança e fizeram-me sentir em casa.

Eu queria ter aproveitado cada pequeno segundo do seu lado.
Gostaria que eu tivesse percebido a imensidão que cada milésimo se tornava toda vez que você estava aqui comigo.

Eu queria ter gravado o som da sua voz, para que sempre que eu sentisse sua falta eu pudesse reproduzi-lo, para sentir um pouco o seu timbre próximo a minha orelha.


30 de setembro de 2019

Carta de agradecimento e amor

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Eu deveria estar dormindo, tenho uma reunião muito importante amanhã, e estou me preparando desde as duas da tarde para isso, porém, a minha parte sensível, a minha eu interior precisa tanto falar, que as lágrimas estão transbordando.

Enquanto eu rezava, antes de me deitar para dormir, agradeci a Deus pelo dom que Ele me deu, o de escrever as coisas que eu sinto e poder falar com as pessoas através disso, e comecei a visualizar como as coisas que tenho conseguido estão se tornando maiores, ficando em grande escala.

22 de setembro de 2019

Não tenha inveja das pessoas

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Via reprodução Google


Você pode ler ouvindo Colbie Cailat - Try

Às vezes, é preciso dizer o óbvio: não tenha inveja das pessoas.

Tem uma frase que eu gosto muito: "não meça seu sucesso com a régua dos outros", não perca tempo se comparando, desejando ter ou ser como qualquer outra pessoa que não você mesmo, porque você torna mais difícil o processo de autoconhecimento, autoaceitação e amor próprio. E cada pessoa tem uma realidade diferente, um jeito e forma diferente e singular de ver o mundo, as coisas, as situações, as pessoas e a vida.

16 de setembro de 2019

Ninguém imagina (e ninguém precisa saber)

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Captured video "Smile" - Avril Lavgine.


 Você pode ler ouvindo Avril Lavigne - Keep Holding On

Às vezes, é complicado ser forte o tempo todo, mas, por favor, garanta que quando for mostrar a sua fraqueza, seja a alguém de confiança e que vá realmente cuidar de você.

É tão difícil encontrar pessoas que realmente se importam e que torçam pelo nosso bem, nossa melhora, é difícil lidar com as máscaras o tempo todo, principalmente porque quando elas caem, são de pessoas que nós nunca esperamos.