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20 de abril de 2019

O meu presente é o agora



Você pode ler ouvindo Beyoncé - I Was Here (ACAPELLA)


Eu nunca soube respeitar o tempo de as coisas acontecerem, eu sempre tive urgência, uma necessidade imensa de fazer aqui, agora, porque eu nunca tive garantia de nada.

Eu só sei do agora, minha única certeza nesse momento é a de que estou sentada, tentando ignorar a minha dor no pescoço, enquanto escrevo sobre o meu desespero de sentir tudo. Eu nunca fui oito ou oitenta, exacerbada que sou, sempre fui oitocentos.

Porque não há nada que possa me dar uma garantia de amanhã, ou daqui a alguns minutos. Eu preciso saber que aproveitei cada minuto, senti tudo que precisei sentir, e acima de tudo, que eu demonstrei o amor e carinho pelas pessoas que amo e estimo. Eu sou assim, não aceitaria em hipótese alguma deixar alguém ir embora sem que ela soubesse o quão especial e importante é pra mim.

Eu nunca me permitiria passar na vida de alguém sem deixar a minha marca, é como a música da Beyoncé – I was here. Eu preciso saber que fiz a diferença na vida das pessoas que passaram por mim, eu quero deixar a minha marca.

O amanhã é tão incerto e a vida tão simples que a gente complica, parece tão difícil aproveitar o agora, as pessoas estão tão acostumadas e desesperadas por mais, que esquecem do que têm e pouco valorizam.

Eu nunca consegui ser assim, eu agradeço por tudo, e me permito sentir tudo, porque são conquistas minhas, sentimentos meus, pessoas que eu tenho o prazer de conhecer e cultivar. Eu cuido, demonstro, deposito esperanças, me frustro, beijo, abraço, agarro, mordo, eu sempre aproveito e peço mais um pouco.

Sou grata pelo meu agora, o agarro com todas as minhas forças, e peço a Deus pelo meu amanhã, para que eu o possa aproveitar como um todo.

18 de abril de 2019

Minhas tattoos e +

@_iasmimsantos

Olá, como estão, tudo bem?
Espero, de coração, que sim!
Semana passada, eu postei aqui no blog falando sobre o desenhista Cicero Matias, que fez a ilustração dessa minha tatuagem, e como prometido, vou falar um pouco sobre as minhas tattoos, como foi a decisão para fazer cada uma delas, se doeu, e falar um pouco sobre essa forma de arte tão linda quanto todas as outras.

Quando eu era mais nova, tinha um certo preconceito sobre pessoas que tem tatuagem, talvez porque, na maioria das vezes, era relacionada a bandidos e pessoas de baixo escalão, porém conforme eu cresci, expandi minha mente, comecei a estudar e aprender sobre liberdade de expressão e arte, entendi que era algo bonito e natural, e a importância de respeitar as escolhas das outras pessoas e não julgá-las por isso.

“Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, foi o que a antropóloga Susanna Kumschick disse quando questionaram sobre o porquê de a tatuagem ser arte. E eu concordo com o que ela disse, porque nós somos tão únicos e singulares, que deveríamos ter o poder de expressar a arte da forma que achamos melhor, e se pra mim, o meu corpo e quem eu sou é uma forma de arte, deve ser natural eu me sentir livre para fazer o que quiser com ele, e pintar o que achar mais bonito e que me representa nele também.

A minha primeira tatuagem, eu fiz em julho de 2018, no estúdio Som Tattoo em Praia do Forte, o tatuador me conhecia há dois anos, e ele sempre brincou, perguntando quando eu tomaria coragem para fazer, a minha ideia inicial era fazer uma cauda de sereia, com uma conchinha do mar, no antebraço, mas, quando eu decidi foi espontâneo. Eu tinha ido no banco fazer um pagamento, e aproveitei para passar lá, e decidi fazer essa:






A ideia original da tatuagem era as duas ondinhas e a palavra mar, mas, pensando em como sempre fui adepta dos ideais do amor, optei pela palavra amar.

Não doeu, nem preciso jurar para vocês acreditarem em mim, porque eu não falaria nada que não fosse verdade para vocês. O máximo que eu senti, foi um incômodo, e precisei tomar todos os cuidados para a cicatrização. Me apaixonei pela pomada Nebacetin, pois aliviava muito as coceirinhas e a minha vontade de puxar as casquinhas que saíam.




Essa é a minha segunda tatuagem, no mesmo dia que a fiz, também fiz um coraçãozinho na falanginha do dedo anelar da mão esquerda, mas é muito pequeno, não preciso colocar a foto aqui.

Fiz essa tattoo em homenagem às minhas avós, sempre fui apegada a elas, em especial a minha avó materna, essa foi uma forma de eternizá-las comigo, e me lembrar das minhas raízes e exemplos de força.

O tempo para fazer as duas tattoos foi de quinze minutos, e assumo que senti muita dor na tatuagem do dedo, acho que por conta do osso, sabe. Pouca carne e pele fina.

A minha quarta tatuagem e a mais recente é a mais linda que eu acho! Amo todas, com um carinho imenso, mas essa em especial, porque representa o meu signo, o leonina que sou. A fiz em 10 de agosto de 2018, foram três horas de ansiedade e música boa, porque eu estava louca para ver como ia ficar, e porque o Som tem um ótimo gosto musical.

Como já disse, a ilustração foi feita pelo Cicero Matias, e reproduzida pelo Som, a junção do talento dos dois resultou no meu presente de aniversário de vinte anos.

Mesmo depois de quase um ano, ainda tenho algumas reações alérgicas, quando como alguma coisa muito remosa, ou quando cai alguma coisa que irrita a minha pele, por isso ainda cuido bem e utilizo a pomada Bepantrix, é como bálsamo nesses momentos.







Tenho muitas ideias e vontades para tatuar o meu corpo, mas respeito o meu tempo e momentos, então, por enquanto estou satisfeita com essas, e ainda não enjoei de nenhuma delas.

Todas as minhas tatuagens foram feitas em Praia do Forte, no estúdio Som Tattoo, vocês podem ver o trabalho deles clicando aqui: @SomTatooSantos

15 de abril de 2019

@j

via tumblr eyeEm


Eu queria que ele soubesse que está perdendo a chance de conhecer a pessoa mais linda desse mundo, de sentir o abraço mais gostoso que alguém poderia receber, de tocar as mãos mais carinhosas e calejadas que alguém poderia entrelaçar, e de sentir o gosto dos lábios mais doces e finos que o vinho tinto mais caro poderia ser.

A sensação de ter a sua companhia é ainda melhor do que ouvir sua música favorita, ainda mais forte do que os batimentos cardíacos de um bebê, mais bonito que o sorriso de uma lua minguante e ainda mais real do que o ar que eu respiro.

Eu nem sou mais apaixonado por você, mas eu queria que ele soubesse que talvez esteja desperdiçando a chance da vida dele, como eu desperdicei a minha. E apesar de tudo, o seu sorriso continua iluminando como o Sol em pleno meio dia, em qualquer lugar que você esteja. Se eu fechar os olhos por dez segundos, eu quase te sinto.

Com o tempo, a saudade aumenta, dá uma angústia no peito e dói muito até você entender que é só a sua falta rasgando o peito.

Você sempre foi inteira, e era completamente minha, mas eu não consegui enxergar isso. É como se as dúvidas e as minhas marcas tivessem me dopado e eu não consegui perceber o que sentia por você, nem como seu sorriso me mastigava por dentro.

Espero que ele escute seu coração e siga-o, se ele fizer, tenho certeza que ele vai direto na tua porta, para o teu abraço, porque era aonde eu queria estar, e estaria se eu tivesse assumido meus sentimentos por você.

Eu sei que fui insensível, fraco e covarde, e espero que se ele achar somente um pouco que quer você e sente alguma coisa muito boa e indefinível que ele não hesite em te falar, pois ele poderia perder a chance de conhecer o seu toque, cheiro, abraço e beijo.

E o que é pior, depois de pouquíssimos dias, sentir saudade do que poderia ter sido, e ficar imaginando a sensação da sua pele morena arrepiada quando as mãos dele estiverem no seu cabelo, e a boca no seu pescoço, chega a ser torturante pensar no cheiro do seu perfume, e eu nem sou apaixonado por você, mas a sua ausência ainda me mastiga.

Porque você é incrível, eu queria estar contigo, e espero que ele saiba, porque dói pra caralho querer e não ter você bem aqui. E a culpa é toda minha.


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Esse texto é do projeto "Monday -  conte sua história e ela virará poesia".
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