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Segure-se em mim, baby

19 de outubro de 2015


Você pode ler ouvindo Blue ft. Blue Ivy


Você quer pegar as suas roupas e pôr numas bolsas de mão, em mochilas, quer pegar sacolas plásticas e jogar seus livros, CDs, cadernos, fotos, integridade, toda a dor que tem sentido, sua saboneteira, seu tênis desgastado predileto, o salto que você nunca mais usou. Você quer colocar suas particularidades dentro de coisas que deveriam estar indo embora, pra longe de toda essa pressão, todos os julgamentos, indicadores, todas as lágrimas e picos de raiva. Deveriam, mas não estão.

O que fazer, então?

Um exemplo de abraço puro e verdadeiro é quando você abraça algo intocável, invisível, e declara que todos os seus pedaços voltaram ao lugar.


Você tem que se segurar forte num abraço, em um amigo que te ama muito, no sorriso de uma criança na rua, no amor que alguém lhe proporciona, nas palavras de alguém importante, em deus, em alguma música, em algo que acredita de todo coração. Você se segura forte, muitas vezes sua vida depende disso.


Se agarra em algo que te faz bem, que controla seus batimentos cardíacos, que equaliza as emoções que afloram continuamente dentro de você, equaliza e transborda. Põe pra fora, amor.


Não precisa ficar se pressionando para ser perfeito, não precisa ficar segurando-se, você tem que colidir com o que te espera. Você precisa disso. Esvaziar-se pra encher-se de novo, de si mesmo, de coisas novas, que revigoram, reavivam.


Você não sabe o que pode perder, não sabe o que pode ganhar, mas quer tentar.

Quer lutar contra os demônios que insistem em tentar acabar com sua preciosidade, quer controlar-se e esquecer aquelas pessoas que sempre te fizeram mal, você quer se livrar das pessoas que só fazem tirar, que se baseiam no tal do gas-lighting, em fazer os outros se sentir mal, para se sentir bem, porque você sabe que não fomos feitos pra viver nas margens de nada, de ninguém, todos fomos feitos para transcender o pódio que a sociedade nos impõe.


Fomos feitos para questionar o como e porquê de as coisas acontecer, para expressar o que há de mais bonito dentro de cada um de nós...

Por isso, ou por coisas assim, você fica, você luta, você renasce.


A Realidade, Autoconhecimento E Seus Derivados

12 de outubro de 2015

@SelenaGomez

Você pode ler ouvindo Little Mix - Clued up


Nada melhor do que longas semanas corridas e cansativas, terminadas num dos melhores dias da minha vida, com a presença de pessoas que sempre me fizeram bem, e me fazem bem, mesmo com todo o estresse.

Ora, o amor é a aceitação do outro em todo, e não apenas as partes boas dele, e não apenas as gargalhadas, os beijos, abraços, mas, como também todos os erros, todos os defeitos; e um choque de realidade sempre é muito bem-vindo para que as coisas voltem a ficar bem, quando algumas interrogações fazem questão de ficar martelando na mente, crescendo, e outras aparecendo.

“Nós nunca podemos sentir coisas porque as queremos sentir”
 eu disse para uma amiga no final do dia, no meio de grandes amigos, um violão e todo o sentimento de trabalho realizado. Sim, nós não podemos sentir algo porque queremos sentir aquilo, devemos sentir e pronto. E eu fiquei indignada comigo porque é exatamente o que eu estou fazendo: não sinto, quero sentir.

Quero calar todos os gritos de dor que outras pessoas deixaram em mim quando foram embora, ou quando eu percebi que elas nunca estiveram comigo de verdade; não quero voltar às velhas noites, onde eu me afundava em todos os sentimentos que senti, em tudo o que idealizei pra mim e o outro, e que nunca se realizará.


Eu quero tanto me sentir bem, que, às vezes, uso uma pessoa. Não que eu goste de fazer isso, nunca gostei. O fato é que eu calo meu medo com um beijo na boca, calo minha dor com um abraço apertado adornado a uma respiração prolongada no pescoço do outro. Eu nunca quis sentir isso, mas, eu sinto. Sinto o querer de sentir alguma coisa, e isso não faz sentido nenhum pra mim. 


No meio de tanto alvoroço, tanta atenção, tanto afeto, café e amor, eu percebi que eu estava errada em querer sentir algo por alguém, porque sou eu quem vai acabar indo embora, e deixar alguém com todas as dores e lembranças, com seus gritos mudos e se sentindo miúdo, comparado ao tamanho do buraco que ficará.

Mas, como se conserta esse tipo de erro? Você não pode, apenas, chegar até a pessoa e dizer: “fulano, eu nunca senti nada por você” depois de ter fantasiado que ficariam juntos a vida inteira, e seriam muito felizes no final de cada dia cansativo, mesmo que não suportassem a cara um do outro, se amariam.

Eu quero rir das coisas que me fazem mal, mesmo quando o olho estiver cheio de água. Eu quero poder amar aquela pessoa que sempre amei com todo o coração. Eu não quero sentir nada, eu sei o que eu sinto, mas as minhas palavras não ajudam em nada, exceto o fato de serem um enorme, enorme consolo.

IASMIM SANTOS
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