RELACIONADOS



categorias

9 de junho de 2016

O baque não veio (mas eu sim)

Reproduction/Girl Interruped

Eu esperei pelo baque, mas ele não veio (ou ainda não).
Não que eu seja uma pessoa indestrutível, pelo amor de Deus, eu não sou! Se tem uma coisa que eu sou é destrutível, mas cada pedacinho de mim volta e eu me recomponho, mais bonita e muito melhor que antes.  

Eu continuo a mesma menina inocente, medrosa e sensível de sempre, mas com muitos adendos e um deles é a praticidade, mas como associa amor e praticidade? Seis dias atrás eu escrevi que o amor não é algo prático, mas eu sou, ou estou me tornando. E ainda assim sou amorcêntrica.

Por mais que meu coração queira e seja sempre tudo e mais um pouco, eu sei meus limites, até aonde ir e como chegar, de alguma forma eu sei. Eu imagino as coisas mais improváveis do mundo, mas sei até que ponto posso ir com minha imaginação, sei em qual momento a razão precisa tomar o lugar da emoção, e o fato de não existir um nós é uma delas.

Eu sempre soube, mas meu coração ignorava tal verdade, parecia sentir que em algum momento nós seríamos um emaranhado de nós que as pessoas sorriem ao observar, tentando entender como pode ser tão bagunçado e bonito ao mesmo tempo. E era assim que eu imaginava a gente: uma bagunça, eram tantas as possibilidades que acho que acabaríamos tentando abraçar tudo de bonito que aparecesse pela frente.

Porque, ora, sempre fui assim, amo com todo corpo, coração e alma, totalmente ativa. Depois quando me machuco, sempre dou um jeito de canalizar, como se eu fosse um papel rasgado em vários pedaços e eu reciclasse, usando para isso ou aquilo de extrema importância. E eu não entendo meu medo de me machucar (embora seja pequeno), já que eu sempre saio mais forte, mais bonita, mais sorridente e muito mais alma que antes.

Dizem que pra crescer, eu preciso escolher:
É você, amor.
Ou você, praticidade.

Se eu ficar comigo, ninguém vai me julgar se eu abraçar os dois, não é mesmo?
Alguém que ouse.

Série: Amiga, obrigada (5)

Via google+

Você pode ler ouvindo Marcela Taís - Conselho de amiga

Obrigada por ser um pedacinho de mim, por procurar me conhecer mesmo depois de ouvir tantas pessoas falando o quão eu era chata e insuportável, e depois se retratar falando que era muito grata por ter me dado uma chance e deixado de ouvir os outros.
Muito obrigada pelas noites em que você disse que estava orando por mim, que estava com saudade, e contávamos juntas os meses desde o último abraço, então me abraçava mesmo sem estarmos juntas, por me fazer chorar te ouvindo cantar e dizendo coisas que inundam meu coração de paz.
Pela tarde em que cantamos a plenos pulmões que “mentir é fácil demais” depois de tomarmos umas garrafas de vinho, me fazendo rir sabendo que meu coração estava ofegante e dolorido. Por me ouvir falando, noite adentro, sobre meus sentimentos e a profundidade em que eles podiam me levar, me abraçando ao ver que eu estava lutando pra conter o dilúvio.

Pelas noites cantando música comigo, ou pedindo que eu me acalmasse porque minha dancinha estava passando dos limites. Por ter ficado com o “ka-ka-ka-kawaii” na cabeça de tanto ouvir Hello Kitty da Av comigo.
Pelas panelas de brigadeiro que dividimos tentando engolir os problemas do dia-a-dia, ouvindo Evanescence, desejando congelar o tempo nesses momentos, quando estávamos com os corações cheios de esperança. Quebrados, mas cheios de esperança.
Pelas noites em que você me mostrou que independentemente do que acontecesse, você estaria lá segurando minha mão, ou aguentando a dorzinha de quando eu apertava seus dedos de tanto nervosismo.

Por quando você precisou ir embora, mas sempre ligava pra ouvir minha voz e acalentar meu coração.
Pelas Skol Beats que dividimos no teu aniversário e como dançamos como se fossemos as dançarinas da Beyoncé. Pelas madrugadas conversando sobre o amor e o que ele pode nos proporcionar, por tirar umas fotos malucas comigo e ainda assim dizer que ficou boa. Ficou mesmo, viu?! O lado mais louco de ti é o que mais amo.
Pelo meu aniversário de quinze anos, onde dançamos give me love coladinhas, pela cobertura do bolo que enfeitou nossa cara, fazendo a melhor foto de todas.

Pelas noites em que você me aturou cutucando tua cintura quando cê já estava cochilando, e por, no dia seguinte, dizer rindo o quão somos lindas ao acordar. Por ter me encorajado a dizer meus sentimentos e descobrir onde aquela história ia acabar, por quando te acordei no meio da noite e me joguei em cima de você, chorando, soluçando, enquanto você me fazia cafuné, pra ver se me acalmava, porque eu tinha acabado de descobrir que a história ainda não tinha acabado e eu continuava presa na montanha-russa.

Por quando eu escrevia musiquinhas e você sentava comigo pra dar uma melodia, por ter me feito escrever que a minha terceira opção era você. Não namorando, nem sozinha, mas você.
Por quando escrevemos juntas como se fossemos um casal lésbico totalmente apaixonado, por quando eu comentava sobre aquele moço e você dizia que se ele quebrasse meu coração, ia cortar ele com meus pedacinhos. Por me ver tirar um monte de foto com a camisa dele, e dizer que ele ia ficar da cor da camisa de tanto apanhar se me machucasse.
Por me fazer entender que algumas coisas precisam ser problematizadas para que façam algum sentido.
E por causa daquele noite chuvosa, onde cada uma estava com o coração em mil pedacinhos e você disse que se pudesse colocaria a felicidade numa caixinha e me daria de presente. Mal sabia você que a maior felicidade que você podia me dar, já havia me proporcionado no momento em que se tornou minha amiga.
Obrigada, você é a melhor parte de mim que amei conhecer.