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30 de novembro de 2017

Sonhos (3)




Nós estávamos dançando sob as luzes fracas da noite, era uma dessas músicas que tocam no rádio depois das dez da noite para os corações apaixonados.  E embora fosse nosso primeiro contato, era exatamente assim como me sentia: meio apaixonada.

Enquanto você me beijava, eu te sentia e desejava ansiosamente poder te ter sempre, desejava que você fizesse ninho na minha clavícula e nunca fosse embora.  Primeiro porque eu não gosto de despedidas, segundo porque você me fez querer mais, e terceiro porque você me deixou com uma centelha de paixão.

Eu quero que você fique mais um pouco, e que me queira porque estou faminta por você. 
E que, por favor, não me prometa nada. Vamos, simplesmente, ver até onde podemos ir e como chegar lá, porque mesmo não querendo promessas, o teu toque e o teu beijo me fazem sentir que há um pouco mais do que horas entre corpos e linho branco.

Tente não se assustar comigo falando tão abertamente sobre como estou me sentindo, é que eu sou assim, oito ou oitenta. Tudo ou nada.
Eu tenho vontade de te levar pra algum lugar de frente pro mar, sob as luzes das estrelas e calarmos os gritos do mundo com a colisão dos nossos lábios.
E, será que se eu te beijar, novamente, você vai sentir como quero que me ame, pra sempre, por hoje, até amanhã ou até quando eu fechar os olhos e deitar a cabeça no teu peito?

Então, se eu tomar coragem, você pega minha mão e vem comigo? A gente pode ir dançar, em alguma praia, ouvir alguma música boa com alguma mensagem. Eu adoraria poder falar sobre seu olhar enquanto olhava a fogueira, e em seguida para mim, como se estivesse identificando qual era mais quente - o calor da fogueira ou o do meu corpo - e que, com certeza, você sorriria pra mim, mostrando aonde quer se queimar. 

Você não vai chegar um pouco mais perto?