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3 de março de 2018

Sempre foi você




Eu havia gritado aos céus que nunca mais me permitiria, jurei por mim mesma que não deixaria alguém se aproximar tanto, ou o bastante para me ter, para me pertencer. Não cometeria mais esse erro, muito menos me deixaria levar tão facilmente, por algum sorriso que me abraçasse ou abraço que me amasse.

Depois de tantas feridas, machucados e hematomas, é natural que se perca a inocência, a ingenuidade e a fé no amor.

Parei de me iludir com essas histórias de amor que costumo ler e assistir, tudo bem que ainda choro um pouco (ou, às vezes, chego a soluçar baixinho, como fazia com a cabeça no seu colo enquanto assistíamos algum filme meloso, como você mesmo diz), comecei a ouvir as músicas que sempre idolatrei de outra forma, e comecei a desconfiar do mundo todo, inclusive de mim mesma.

Eu tentei, eu juro que tentei. Mas, seu toque é doce, e suas mãos são aconchegantes, seu abraço encaixa perfeitamente no meu, e seus lábios são macios como as palavras que pronuncia.

Suportei o máximo que pude, evitei te ver (mesmo querendo muito), recusei suas ligações de madrugada, recusei quando estava no ônibus indo para o traballho, recusei quando estava indo dormir, e apaguei todas as suas mensagens antes mesmo de as ler.

Desconversei quando me falavam sobre você, evitei estar em locais em que sabia que você estaria, tentei, inclusive, esquecer o cheiro do seu perfume quando algum rapaz passava por mim, na rua, e eu sabia que era o seu cheiro, mas não era você.
 
Eu tentei, juro.  Mas, no presente momento, meu vestido de festa azul está no chão do seu quarto, seus olhos castanho clarissimos estão próximos demais dos meus, e suas bochechas estão rosadas, por causa desse sorriso lindo que sua boca formou depois de me beijar.

Você me fala que eu sou perfeita, e isso mesmo depois de conhecer todos os meus defeitos (inclusive o meu pior), e me mostra aos poucos que eu não perdi a fé no amor, porque eu nasci pra ele, para o Amor.

É como se cada célula do meu corpo renascesse, como se depois de muito tempo, fosse verdadeiramente eu, dentro de mim.

Como se eu tivesse me encontrado em algum labirinto cheio de espinhos, e me salvasse, com o coração eletrizado, como se batesse pela primeira vez, pronto para viver um milhão de anos,
e todos eles do seu lado.