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13 de fevereiro de 2019

Ou você #E tem ou...

By reproduction

Você pode ler ouvindo Shawn Mendes – Ruin

Pra ser sincera, eu acho que já sonhei demais com tudo, com você, estou começando a confundir o que é real com as coisas que eu queria que fossem reais. E nós não estamos juntos não fazem nem vinte e quatro horas. Isso não pode ser normal, quero dizer, eu sempre soube que eu tinha uns parafusos a mais.

Eu preciso parar de pensar nas possibilidades e falar, porque o talvez não é uma boa opção. Tenho que parar também de procrastinar as coisas, em especial os meus sentimentos, porque eles ficam pulando pra fora de mim, sem que eu perceba. E enquanto eu não conto, não os torno reais falando em alto e bom tom, eles gritam dentro de mim.

Eu sei exatamente o que eu quero, e pra mim tudo bem ser sua até o fim do dia, por mais algumas horas, por hoje, sabe. A gente não tem garantia de nada mesmo.

- Eu preciso te falar uma coisa.
- O que houve? Tá tudo bem?
- Sim. Tudo.
- Você quer falar agora ou esperar até chegarmos lá na cafeteria?
- Você se importaria em parar aqui? Só preciso de uns minutos.
- Você tá sentindo alguma coisa?
- Eu estou sentindo muitas coisas, falando a verdade...
Você para o carro no acostamento, e começa a me encarar, segurando a minha mão:
- O que você tem?
- Acho que posso falar sobre o que eu não tenho, e, por gentileza, tenta não me ver como uma louca enquanto eu estiver falando essas coisas, tá bom? A questão é que nós nos conhecemos não faz nem um dia ainda, e eu não consigo entender como os meus sentimentos parecem tão reais e gritantes dentro de mim.

Fecho os olhos e respiro fundo, eu sinto você afundando seus dedos dentro dos meus, que descansam na minha coxa, e penso se eu deveria fazer isso mesmo.
- Eu não sei se eu posso continuar.
- Pode sim. E deve.
- Eu tenho a sensação de que vai ser complicado demais me suportar depois de você, porque eu sempre jurei estar bem comigo mesma, que eu era o bastante pra mim, mas agora que te conheci, não sei o que pode acontecer sem você. Não é nada sobre dependência emocional, é que você me transbordou, sabe? E eu queria muito ter uma garantia de, pelo menos, o meu hoje. De ser sua. Hoje. Aqui. Agora. E gostaria que estivesse tudo bem também se amanhã quando eu acordasse eu quisesse você mais ainda...
- Olha aqui pra mim. – Você fala, erguendo minha cabeça com a mão no meu queixo, e segura-o. – Aonde você está agora?
- Aqui.
- Com quem você está?
- Com você.
- E não é exatamente isso o que você quer?
Eu fico muda, esperando ele falar.
- Eu estou aqui, com você, e se você quiser falar mais, eu te escuto, pacientemente. Mas, eu não garanto que eu não vá te interromper e beijar você no meio de uma frase ou outra, porque do jeito que você fala, me dá uma vontade muito grande de ter você inteirinha só pra mim.
- Você tem.

É só o que eu respondo, e é suficiente pra sentir seus lábios carnudos próximos aos meus, bem pertinho, a sensação é que quando eles colidirem, eu não demorarei muito pra estar em cima de você, te beijando com todo o coração, corpo e alma, porque eu te desejo tanto que a minha alma chega se excita.

Essa é uma das melhores e mais devastadoras de todas as sensações, porque você sabe que não tem muito o que fazer, já é inteirinho da outra pessoa.

E eu sou mesmo.
Inteirinha sua.



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Esse texto tem continuação! Aguarde até a próxima semana!
E você também pode ler a história completa aqui.

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