27 de junho de 2019

Resenha "Como Superar Um Fora"

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Carol, Fe e Nat/@Netflix
O filme "Como Superar Um Fora",  título original "Soltera Codiciada"  (originalmente peruano) foi lançado em 31 de maio de 2018, mais uma produção Netflix. Com direção de Bruno Ascenzo e Joanna Lombardi Pollarolo, na equipe técnica Erick Willians como o montador, e Mário Farias como o diretor de arte.

No elenco principal temos a Gisella Ponce De Léon (Maria Fé, a nossa soltera codiciada), Karina Jordán (Natalia), Jely Reátegui (Carolina) e Christopher Von Uckermannv (Santiago).

O trama gira em torno da Maria Fe (Gisella Ponce De Léon), que está tentando lidar com o término do seu namoro que durou seis anos, a solidão de morar sozinha, depois de tanto tempo, a crise de identidade de uma mulher de vinte e nove anos que precisa ressignificar toda a sua realidade, e os desafios do seu trabalho quando ela se propõe a assumir a publicidade de uma marca de lenços de papel.



Fe, Santiago e Natalia/@Netflix


Ela sofre as fases do término em uma única noite, desde a negação até a aceitação, e acorda decidida a fazer tudo diferente, mudar completamente a sua vida, só que a sua mente lhe prega peças a todo o instante e o seu tão querido ex namorado aparece em relapsos de memória conversando com ela, o que, talvez, tenha dificultado um pouco o processo de superação do término.

A Fe começa a se reencontrar quando decide criar um blog, "Soltera Codiciada" (Solteira Cobiçada), e em menos de um dia sua primeira publicação tem mais de trezentas visualizações, com o apoio dos seus amigos, Natalia, Carol e Santiago, e alguns colegas de trabalho.

Ela vai de completamente derrotada a um recomeço triunfante, ganha uma irmã, a Carolina, sua nova "companheira de quarto", que lhe ensina a pintar os móveis, a tentar fazer pole dance, e até mesmo como ser carinhosa com as plantinhas, e se reencontra completamente quando sua amiga, Natalia, mostra para ela como o seu relacionamento tinha se transformado em dependência emocional e como quando ela estava com o Matías (seu ex) não existia a Fe, mas sim a namorada dele que girava em torno dele e procurava sempre formas de fazê-lo feliz.



@Netflix


De forma descontraída, e o mais importante, muito realista, o filme nos mostra como os relacionamentos podem se transformar em dependência emocional, anulando a personalidade de algum dos lados, e como os nossos amigos não foram feitos para dizer o que queremos ouvir, mas sim o que precisamos ouvir.

Com uma fotografia ótima, trilha sonora muito boa, e uma mensagem linda sobre recomeço e amor próprio, o filme tem o seu jeitinho de cativar.

E, finalmente, a Fe ensina que "princesa de verdade se salva sozinha!"


24 de junho de 2019

Eu sou pra quem tem coragem, e você foi um covarde

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Via Tumblr/Essa foto é sua?



Eu engoli os meus sentimentos e fiquei com azia durante dias, porque isso não é do meu feitio, nunca engoli choro, nem quando era pequena e minha mãe falava pra engolir. Eu sempre fui manteiga derretida, senti tudo e falei, gritei, esperneei, escrevi e contei exatamente o que estava sentindo, em cada momento. Mas, eu precisei fazer diferente dessa vez. Você me forçou engolir meus sentimentos.

Eu me engoli porque eu tinha sido antropocêntrica demais, você pode me chamar de egoísta, de impulsiva ou de qualquer coisa parecida, vá em frente, eu realmente não me importo, porque o que eu fiz e faço é simplesmente seguir meu coração. Em relação a tudo.

Talvez por isso a minha azia esteja tão pesada assim, porque isso são os meus sentimentos voltando, querendo sair, isso sou eu mesma lembrando quem eu sou, e mesmo que eu tenha me tirado da história um pouco, ela sempre foi sobre mim e meus sentimentos gritantes.

Eu quis deixar você como o narrador, só pra te entender, te ouvir, dei o papel e a caneta pra você escrever alguma coisa que não fosse o que eu imaginava ou pensava que você poderia estar sentindo ou pensando em relação a tudo.

Eu aceito as tuas condições e tudo o que você disse, menos os teus julgamentos, eu os entendo, mas quando eu percebi que você era um cara diferente, pensei que você também era diferente das outras pessoas, mas, tudo bem, vou tentar não falar muito sobre isso. Só quero vomitar um pouco, sabe.
Pôr tudo pra fora, porque já foram cinco dias engolindo cada sentimento puro que eu tive por você, e toda a dor e tristeza que você deixou em mim fizeram a minha azia queimar muito.

Porque você teve coragem de me julgar por eu ser quem eu sou, do jeito que sou, e sentir tudo livremente. Inicialmente você me ouviu, me tocou, me sentiu, esteve comigo, sem em momento nenhum lembrar da verdade que batia na nossa cara o tempo todo, como o tic-tac do relógio, embora a gente não percebesse nem falasse sobre, estava lá.

E, você então decidiu que era errado, que não deveria ter deixado a coisa toda ter chegado a tal ponto, e eu fiquei sem entender, porque você decidiu complicar o que sempre foi simples demais.

Na verdade, as pessoas fazem isso, complicam tudo, e isso é mais uma coisa que me mostra que você pode sim ser um cara diferente, mas não deixou de estar enraizado a “brotheragem” e ao patriarcado tanto quanto qualquer outro.

Pra mim é tudo muito simples.
Quer fazer? Faz.
Tá sentindo? Demonstra.
Quer sentir? Cola junto porque eu sempre fui adepta da reciprocidade, em especial, sobre devolver as pessoas exatamente o que elas me dão.

Tipo esse vômito aqui, é sobre o lixo emocional que você me deixou, acho justo devolvê-lo a você.
E eu não queria ser grossa ou falar sobre sentimentos pejorativos, porque eu gosto de falar sobre as coisas boas da vida, e as lições que nós podemos tirar do que acontece de ruim, só que você me plantou muito amor e depois tocou fogo em tudo, sabe. Você estragou tudo, e eu deixei.

Foi tudo muito intenso e bonito, eu não me importo se foram coisas que eu inventei, criei, ou alimentei, só sei que foi tudo muito bom, mesmo que fosse só metade de você, e parte de mim ainda tenta entender porque eu aceitei a tua metade, sendo que eu sempre idolatrei os inteiros, não sei, acho que foi suficiente, sabe.

Os sentimentos que você tinha por mim, e eu por você. Mesmo que os seus fossem só os noventa por cento e os meus infinitos e gritantes, foi suficiente, sabe. E eu adorei cada pequeno momento que tivemos juntos, você tocou o meu coração e alma, sem sequer ter tocado o me corpo.

Eu nunca nem tive a oportunidade de sentir o gosto dos teus lábios, ou sentir o calor da tua pele morena nua. Mas, sempre foi suficiente, e eu volto a te dizer: eu não confundi sentimento nenhum, sempre soube e distingui muito bem o que eu sentia por você.

Só que você escolheu ser só mais um no meio da multidão, mesmo que a sua singularidade seja tão bonita e certa pra mim, você escolheu negar, omitir, e o pior, me julgar sobre quem eu sou e os meus sentimentos. Que sempre foram livres. Estridentes e intensos. Inclusive os que senti por você. Na verdade, os que ainda senti. O fato de eu ter dito o que você queria ouvir, só pra não te perder, não quer dizer que eu minta pra mim também.

E prova disso é o que escrevo, os sentimentos que vão e voltam no estômago, e o vômito que tá jorrando das minhas vísceras.

Porque você me plantou e me regou todos os dias, cuidou de mim e me mostrou que eu era capaz de muitas coisas, como quando eu cantei os meus sentimentos em um pedestal que você fez pra mim, e ninguém nunca tinha me encorajado a cantar do jeito que você fez. E eu cantei, e você tocou pra mim, fosse o violão, solos de guitarra, teclado, o meu coração, ou minha alma... você me tocou.
E é esse o extremo do problema. Nunca ninguém conseguiu isso antes.

Mas, tudo bem, posso me acostumar com isso, talvez demore um pouco a espalhar as cinzas do amor que você construiu em mim (propositalmente ou não, você o fez), e, pela primeira vez em toda a minha vida, mesmo com essa azia queimando no meu peito, as cinzas impregnadas na aorta do meu coração e com todo esse vômito que te escrevi, eu me engulo inteira.

Porque você nunca quis saber o gosto de me ter (eufemismo para: você nunca quis me comer).


20 de junho de 2019

Dupla sertaneja Júlio & Jonathan

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@julioejonathanoficial


Olá, boa tarde, como estão? Todos bem?
Espero que sim, e caso contrário, vem aqui que vou de dar um abraço apertadinho!

A dica de hoje é da dupla sertaneja Júlio & Jonathan! Caso vocês morem em Salvador ou nas proximidades, ou queiram conhecer e acompanhar o trabalho dos rapazes mesmo que seja pela internet, vem comigo que tenho todas as informações para vocês!

Para começar, vamos ver um vídeo deles se apresentando?




Eu tive o prazer de ouvir os meninos pela primeira vez no barzinho Espetto Baiano, em Piatã, o clima foi muito bom, as músicas são ótimas, eles cantam de tudo um pouco, adorei quando eles tocaram Tempo Perdido de Legião Urbana, mas, como podemos notar, o estilo dos meninos é o sertanejo nato.

Como eu não perco tempo e penso sempre em vocês, quando cheguei em casa procurei o Instagram da dupla e entrei em contato, para saber mais sobre eles e poder dividir mais um talento com vocês.

Eles são gêmeos, ambos com vinte e um anos, nascidos em Petrolina (PE), precisaram lidar com grandes mudanças desde bem pequenos, mudança de cidades, falecimento da mãe e, alguns anos depois, do avô, e eles me contaram que a música foi o conforto para eles nesses momentos difíceis.




@julioejonathanoficial

Quando perguntei a eles sobre o que os motiva a continuar fazendo o que gostam, o seu trabalho, mesmo com todas as dificuldades, eles falaram o seguinte:

"A morte da nossa mãe e do nosso avô, aos 4 anos perdemos nossa mãe e procuramos a música como forma de conforto ao coração e meu avô há 4 anos faleceu ,o nosso maior incentivador foi o que deu o nosso primeiro violão, e é por nossa família que continuamos cantando, agradecemos a todos pelo apoio sempre."

Com nove anos eles começaram a tocar em bares, que o avô deles os levava, e aos treze anos começaram a cantar e tocar profissionalmente em bares, hoje eles se apresentam em shows grandes, barzinhos, casamentos e fazem todo o tipo de evento, e atualmente moram em Salvador, o que graças a Deus me permitiu conhecê-los e divulgá-los aqui para vocês.




E então, quando vocês forem não esqueçam de me convidar! Até porque seria ótimo sentar para conversar, ouvindo uma música boa e bebendo alguma coisa beeem gostosa e provida de ceva haha.

As redes sociais, caso queiram acompanhar o trabalho deles e se programar para ir em algum show:
Youtube: Julio e Jonathan.
Instagram: @julioejonathan_oficial
Facebook: Júlio & Jonathan
Contatos para shows: (071) 99383-1785 ou (071) 99387-0867.

13 de junho de 2019

Resenha "Alguém Especial"

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Erin, Jeny e Blair/@Netflix

O filme "Alguém Especial", foi lançado em 19 de abril de 2019, produção Netflix, direção e roteiro de Jennifer Kaytin Robinson. Na produção temos Gina Rodriguez, Paul Feig, Jessie Henderson, e Anthony Bregman, e na equipe técnica: Jeffrey Wolf, na montagem.

No elenco principal temos a Gina Rodriguez (Jenny), o Lakeith Stanfield (Nate, namorado de Jane), DeWanda Wise (Erin), Brittany Snow (Blair) e Peter Vack (Matt).

Depois de um longo namoro de nove anos, cheio de altos de baixos, chegou o fim. O Nate terminou com a Jenny. Ela é uma jornalista e escritora, que precisa aprender a viver sem o Nate, e como, na maioria das vezes, tudo é um gatilho para um escritor, imagine como ela fica quando coisas pequenas como as suas músicas prediletas tocam ou quando ela vê uma garrafa de coca-cola no freezer de uma mercearia e sua mente traz lembranças de momentos que teve com ele.

A algumas semanas de ir embora para São Francisco, ela se reúne com suas amigas, Erin e Blair, para tentar dar uma levantada no seu ânimo, o que muitas vezes é falho, porque (uma característica brilhante de Jenny), ela sente o que está sentindo no momento exato que sente, lembra das coca-colas? Imagine-a, parada de frente ao freezer agarrada a uma garrafa de coca enquanto toca uma música do tempo da faculdade. Ou então, pense nas três amigas cantando, fazendo coisas como queijo de microfone, cantando tão alto a ponto de o dono da mercearia ir reclamar com elas. Pois é. Preciso dizer mais alguma coisa para vocês entenderem que eu amei o filme?

Erin, Jenny e Blair/@Netflix


Três mulheres intensas, lidando com mudanças drásticas: Jenny indo embora e sofrendo pelo término do namoro de nove anos, Erin com dificuldades de assumir o que sente pela garota com que ela sai, e Blair presa e infeliz em um namoro, só porque ela não tem coragem de falar a verdade sobre como se sente para ele, por medo de machucá-lo.

O filme foi muito bem produzido, adoro essa imagem limpa, a iluminação perfeita, a trilha sonora me ganhou, não preciso esconder de ninguém.

E o que mais pesou para que eu fizesse a resenha do filme, foi que eu me identifiquei muito com a personagem, quer dizer, vocês notaram que eu tenho feito resenhas de filmes fofinhos ou que falam sobre términos de relacionamentos e superação? É o meu tipo de filme, embora não tenha nada a ver com a minha realidade. Eu gosto de ver, ouvir e ler sobre as diferentes formas que as pessoas lidam com seus sentimentos, em especial, quando se trata de um turbilhão de uma vez.

Além disso, o filme também nos mostra o peso de uma amizade sólida, sobre você ter alguém que possa contar de verdade, não importa a distância ou quanto tempo passe. Eles sempre estão lá.

Para os menores de dezoito anos, não indico que assistam porque contém muitas cenas em que elas usam drogas e algumas cenas de sexo.


 


Assim que eu conseguir descobrir as músicas que tocam no filme, faço uma playlist no Spotify e compartilho com vocês.

Espero que tenham gostado da resenha, e para todos que já assistiram ou vão assistir, por favor, me contem o que acharam! Vou adorar ler a opinião de vocês!

10 de junho de 2019

@tiff

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Via Tumblr/Essa foto é sua?

O que você pensa que está fazendo andando por aí, como se fosse o dono do meu mundo, e se apropriando do personagem que criei?

Não use essa camisa de botões, se não quiser que eu vá abrir botão por botão, até sentir sua pele morena, macia e quente nas minhas mãos.

Não use esse jeans rasgado, nem desfile com essa guitarra por aí, com esse estilo gostosinho, se não quiser que eu tire sua calça, somente pra ver a sua reação e por quanto tempo você manteria a pose, sem errar uma nota.

Não encoste sua mão no meu pescoço, quase acariciando minha jugular, se não for me puxar pra mais perto e sentir o meu gosto. Nem tente disfarçar, elogiando qualquer pequeno colar ou brinco que eu esteja usando.

Não me olhe, nem me encante se não for pra me tocar. E não me toque se não quiser que eu seja sua.
Não cante pra mim, se não quiser me ter, e você prometeu que faria.
Porque, embora, você já tenha, inteira e ardente. Eu não sou sua.

Você não é ele, eu o inventei, justamente para viver o que eu não posso, porque a escolha e abnegação foi somente sua. Eu não estou aqui para me negar nada.

Não tente dizer que somos amigos, nem que quer manter a amizade, porque nós sabemos perfeitamente que não será possível, como o Ed Sheeran canta em “Friends”, e sim, essa sou eu te indicando mais uma música, que eu gosto, só pra depois você aprender a tocar e me encantar, por horas no telefone, antes de eu ir dormir. Como se me desse um pedacinho do céu.

Não me julgue por ser tão intensa e entregue, e boa demais em somente ouvir o meu coração. Porque foi isso que eu fiz, eu o ouvi e cantei ele pra você, os seus solos de guitarra foram os melhores acordes e as melhores notas, nós fomos tudo, e não fomos nada. Sentimos tudo, e não vivemos nada.
E a gente nem gravou.

Você também me prometeu que gravaria uma fita com solos de guitarra e músicas que você escolheria, uma por uma, exclusivamente pra mim. E, mesmo com tudo isso, eu não consigo decidir se a quero ou não.

Porque eu só te inventei na minha mente, te escrevi e idealizei, porque eu queria sentir uma parcelinha das coisas que você poderia me proporcionar, das coisas que poderiam ser e não foram. Nem vão ser.

Então, para, não me mostra o que eu idealizei nos meus textos, nem faz parecer que o mundo gira em torno de mim, embora eu saiba que não. Não me encara e sorri, não fica tão perto, nem me dê tanta abertura como você dá, porque, mais uma vez, como canta o Ed em “Friends”: amigos não me tratam como você faz.

Para de me dar flashes das coisas que escrevi, com as coisas que faz pra mim, para de querer ser o carinha dos meus textos, porque diferentemente de você, ele tocou a mocinha como o melhor instrumento que ele já tinha tocado.  Ele se deliciou com notas dela, na entrega, nos sons que eles produziam juntos.

E você?!
Bem, é somente um silêncio ensurdecedor, um grito mudo, desesperado, que ninguém escuta, porque você sente tudo, mas não faz nada.

E eu sou somente a mocinha impedida de viver a própria história.


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Esse texto é do projeto MONDAY - Conte sua história e ela virará poesia.
Essa carta fiz a pedidos da @tiff, espero que tenham gostado como ela também gostou.
Caso queira que eu escreva sobre você, só mandar um oi para mim no meu facebook ou no meu e-mail!

:)

3 de junho de 2019

@ts

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captured Taylor Swift - Blank Space


Eu juro que não quero ser mais uma Taylor Swift escrevendo sobre decepções amorosas, mas é inevitável, elas foram feitas para mim.

Posso começar assumindo que agora a pouco estava escrevendo sobre a ilusão do carma, como eu sempre gostei muito de um rapaz e, às vezes, tenho uma forte sensação de que não importa quanto tempo passe, nem que nos afastemos por escolhas e prioridades, nós sempre voltaremos um para o outro, e agradeço a Deus por não ser a única iludida assim, já que ele também sente a mesma coisa, nós até fizemos um trato de que se, daqui a dez anos, nós ainda nos encontrarmos e sentirmos essa mesma coisa, nós teremos certeza de que era pra ser.  Pois então, era.

Se eu cometesse a loucura de expor que um dos meus exs parece meio obcecado por mim até hoje, que chega a chamar pelo meu nome enquanto dorme, causando transtorno inclusive nos seus relacionamentos atuais? Aposto que como os meus amigos, você ficaria um pouco preocupado comigo, porque talvez eu tenha namorado um psicopata, um possível stalker. Espero não estar correndo nenhum tipo de perigo, se você estiver lendo isso.

E, eu havia prometido à minha sanidade mental e paz de espírito que não escreveria sobre você, mas, tudo bem, nesse momento eu posso, até porque você foi a minha maior decepção, e o mais engraçado de falar isso é que, mesmo esperançosa, eu sempre soube que você era um caso perdido, o problema foi você beijar tão bem que eu me permiti mentir pra mim mesma só para desvendar um pouquinho mais o seu jeito misterioso de ser, acho que era esse o problema, você sempre foi um mistério e eu adorava tentar te desvendar, uma pena que eu tenha descoberto que o encantamento era só na minha mente e que eu fiz o meu papel de boba com maestria.

Vamos agora para a parte que eu conto sobre minhas paixõezinhas de adolescente, em que eu passava horas no celular, conversando com os que me tiravam o fôlego, encarando o teto lilás do meu quarto (e se você estiver se perguntando se o teto do meu quarto sempre foi lilás por eu sempre falar dele nos meus textos e cartas, sim, sempre foi) e depois ficava ouvindo as músicas do Luan Santana, sonhando com alguém que sentisse igualzinho ele cantava, e depois então usufruindo de todo o drama que sempre dominei quando eu descobria que nunca era como eu imaginava.

Ou o menino falava algo que eu não gostava, ou deixava de fazer algo comigo, ou então era realista o suficiente para me mostrar que eu estava vivendo no mundo da lua; esses foram os motivos básicos das minhas primeiras decepções.

E eu posso, finalmente agradecer a cada uma delas, não apenas por terem sido necessárias para que eu pudesse aprender um pouco mais sobre a vida real, e sobre como ser intensa demais tem suas vantagens e extremas desvantagens, mas como também preciso agradecer pelas porções de emoção, sentimentos, pelas histórias que hoje posso contar, boas e ruins, por hoje eu ser um pouco menos garota-conto-de-fadas. E mais ainda, preciso agradecer, por todas as  palavras que consegui organizar em textos, exprimindo meus sentimentos, para poder pôr pra fora a dor e o êxtase de ser quem eu sou.

E acho que tudo bem ser um pouquinho Taylor Swift escrevendo sobre garotos e como eles são capazes e sim, vão quebrar seu coração.


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Esse texto faz parte do projeto MONDAY - Conte sua história e ela virará poesia.

Qualquer semelhança é mera coincidência haha, essa é a história da @ts, uma amiga de um grupo que tenho no facebook de bloggers, espero que tenham gostado, e por favor, caso queira ter sua história aqui no blog, só me mandar uma mensagem, que iremos conversar, a identidade de vocês é sempre preservada.