29 de agosto de 2019

Bruna Meyer: atriz, professora e bailarina

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@bruna.meyer

Olá, como estão? Todos bem? 

A dica de hoje é a incrível e talentosa Bruna Meyer!

A conheci há sete anos, ela foi minha professora de Artes, e se tornou uma grande amiga, minha "amis", tanto por me entender, como me aconselhar e nos identificarmos uma com a outra, mantemos contato e criamos o elo que nos une até hoje.

Eu a considero uma das pessoas mais inteligentes e autênticas que conheço, e fiz esse post com maior carinho para vocês conhecerem o trabalho dela.

A Bruna é graduada e mestranda em História, professora de teatro e de dança do ventre, atriz e bailarina de dança do ventre. É também poetisa (escreve e faz intervenções poéticas), canta como backing vocal na banda Reggae Zambê e fazer parte do Grupo Cultural Quilombo Andante. Lidando, assim, com linguagens artísticas diversas, em geral.

Em conversa com ela por e-mail, pedi que ela respondesse ao Briefing para o post, então deixo algumas das respostas dela aqui:

O que te motiva a continuar fazendo seu trabalho?

Sentir como estou evoluindo e a procura das pessoas pelo que eu produzo (reconhecimento).

Na sua opinião, o que você recebe está de acordo com o seu trabalho? 

Materialmente não. Muitas pessoas acreditam que contratar sem pagar significa “me fazer um favor”.

Qual seu maior desafio no que você faz?

Estudar, investir tempo, dinheiro, vida, e não conseguir viver somente de minha arte. Se eu recebesse o justo por ela, não precisaria “me prostituir” fazendo coisas totalmente alheias à arte pra poder sobreviver. Outro desafio também é superar minhas críticas internas e minha autoestima que oscila muito quando um trabalho não sai como eu esperei.


@bruna.meyer


Você poderia nos escrever uma pequena autobiografia?

A primeira linguagem artística que pude produzir foi poesia. Atuar, sempre atuei naturalmente desde pequena, mas era sonho ser bailarina de balé, cientista, escritora, e atriz de novela da Globo (nas horas vagas). Mas aí descobri a Dança do Ventre e deixei de lado o balé (sem nunca ter feito) e a ideia de novela me desinteressou pela grandiosidade que é a magia teatral. Hoje, apesar de minha arte não ser rentável a ponto de eu me sustentar somente dela, digo com firmeza que estou em via de aperfeiçoamento de todos esses sonhos que consegui realizar: Sou atriz com quase 10 anos de estrada sem nunca ter deixado de estudar e me qualificar ano nenhum desde 2010, escritora dos meus poemas (mesmo sabendo que preciso largar a procrastinação e publicar meu livro – inclusive a escritora desse blog é minha inspiração!), sou bailarina de uma dança que me liga à minha ancestralidade e sou cientista, pesquisadora de uma ciência humana, a História. Além de que, curiosamente (ou não), pesquiso a História do Teatro em Alagoinhas. E o melhor é que tenho formação para compartilhar cada arte dessa com as pessoas, porque antes de TUDO, sou professora.

@bruna.meyer

Contatos:
Instagram:@bruna.meyer
Facebook: Bruna Meyer

É isso! Espero que tenham gostado de saber mais sobre o trabalho dela! E corram lá no perfil dela, para seguir ela e acompanhar o trabalho dela! E caso tenham oportunidade, façam as aulas de dança do ventre com ela! É incrível!

Beijos!

21 de agosto de 2019

À minhas "sisters"

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Via Tumblr



A sensação é como se a minha cabeça estivesse do tamanho do mundo de tão pesada que está, eis um dos sintomas da queridíssima TPM. Eu, por natureza, sou sensível, então meu psicológico e meu físico ficam extremamente abalados nesses dias.

A questão é que conforme o tempo passou, precisei aprender a engolir cada dor, tomar remédios e chás e ficar bem de qualquer forma, desrespeitando um ciclo tão delicado. Não posso me irritar, me chatear, não posso chorar por qualquer coisinha que eu vejo ou ouço, e poucas são as pessoas que reagem bem a minha necessidade imensa de carinho, maior que o normal.

13 de agosto de 2019

Woman me

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Via Tumblr

Você pode ler ouvindo Harry Styles - Woman

Acredito que eu tenha poucas coisas a te dizer, porque eu gosto de falar sobre as coisas que eu sei, conheço ou já vivi, porque eu me lembro muito bem de tudo, e eu gostaria de saber se quando você leu a frase anterior você lembrou da música all too well da Taylor Swift e como ela sempre definiu intensamente quem você era, alguns anos atrás, ela ainda te define nos dias de hoje?

As tuas lembranças ainda passam como um filme no teto do teu quarto, enquanto você pensa muito sobre tudo o que aconteceu e sentiu ou sobre como as coisas que não aconteciam te deixavam brecada? Quer dizer, você ainda encara o teto do teu quarto e sente tudo vindo de uma vez, como uma bola de canhão caindo do céu? Ou fica com a mão no peito, enquanto agradece a Deus por sentimentos tão bonitos e puros que você nunca achou que poderia conhecer?

10 de agosto de 2019

Uma carta para as garotas com pais alcoólatras

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Via Hollywood Life



Tem sido dias difíceis, meses, talvez anos, ou até mesmo uma década e meia, ou duas décadas em um dia só, é porque parece que toda a sua vida passa diante dos seus olhos quando você pensa em quem ele é, quem ele se torna, e o que você sempre imaginou e sonhou que ele fosse.

É isso o que a gente faz: sonhamos, esperamos por dias melhores, porque ele deveria ser o nosso alicerce e inspiração, o nosso herói e nosso colo, e ele se transforma toda aquela coisa obscena e contrária ao que sonhamos, cada vez que ele toca na garrafa, e você precisa se segurar, com o choro entalado, tentando não pensar como a frase "por favor, pai, abaixe essa garrafa pelo amor de sua filha" descreve uma parte de você desde os seus primeiros meses.

Foram anos difíceis, para você, para ele, para toda a família... 

O arrependimento, a culpa, quando ele não se lembra do que fez, do que disse, que ele quase agrediu você, ou que ele te renegou, ou que você precisou carregá-lo, mesmo sentindo tantas dores físicas e acabou parando no hospital, por estar sozinha e não ter um socorro, ou como a sua mãe, sua avó, seus irmãos sempre tentaram te acalmar, porque você sempre foi sensível, manteiga derretida e o seu sentimental sempre afetou o seu estado físico.

É um ciclo vicioso que tem se arrastado, ele quase morreu, passou dias internado perdendo sangue, ele agrediu sua mãe inúmeras vezes e você nem podia fazer nada, quantas foram as vezes em que você disse a ele que ele estava perdendo a família dele, perdendo você? 

Vocês choraram, sofreram, e você o desculpou porque você o ama, mas ele fez novamente, e mais uma vez você o perdoou, apesar de que você deixou de aceitar que certas coisas voltassem a acontecer, porque você cresceu e seus irmãos também.

E eu também cresci, estou aqui para te dizer que: vai ficar tudo bem, respira fundo, se tranca no quarto, abraça sua mãe, vai pra casa de alguma amiga, chora no colo da tua irmã... vai ficar tudo bem.
Amanhã ele te pede desculpa de novo, e você o perdoa porque o ama apesar de.

E mesmo com todos os defeitos, mesmo estando magoada, você ainda consegue enxergar o pai maravilhoso que ele é quando não está bêbado, porque ele cuida de você, te protege, te ama, mesmo que não tenha costume de demonstrar.

Você aprendeu a conviver com a tensão por não saber quando vai ser o próximo episódio, você reza, ora, conversa com o Papai, e pede que Ele liberte-o desse vício, mas você nunca sabe o que precisa fazer para que alguma das suas orações sejam atendidas.

E você o perdoa, porque, mesmo depois de todas as lembranças ruins e machucados que ele te causou...
você consegue lembrar de como ele era o melhor quando ele brincava até você dizer que o amava do tamanho do mundo, e abria seus bracinhos finos o tanto que podia mostrando o tamanho do seu amor, só para depois cair dentro do abraço dele.

Perdoe-o,
pelo amor da filha que você é.

9 de agosto de 2019

Sou Grata

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@_iasmimsantos

Eu te perdoo,
pelos seus erros,
suas falhas,
suas cicatrizes,
dores,
desilusões,
desamores,
pela realidade que, às vezes, te suga,
pelas vezes que o egoísmo ou a sua abnegação te magoaram de alguma forma,

Me perdoe,
porque a sua intensidade, sensibilidade e fragilidade te trazem a dualidade de cada um desses sentimentos,
cada coisa boa,
ou ruim,
elas foram necessárias.
têm sido,
mesmo que machuque,
te entorte, envergue,
e às vezes até te quebre,
tem sido necessário,
as pérolas são feitas através de atrito,
como você tem sido pelo seu silencioso grito,
mudo, engasgado,
como alguém olhando fixamente para alguma coisa,
e sem dizer uma palavra,
deixa que todo o baque
da glória (e da coisa contrária a isso) de ser quem se é:
frágil, incrível, impossível,
e singular.

E por isso eu te amo,
por todas essas coisas,
e todas as outras que te fazem você ser quem você é,
e que ninguém precisa saber,
ou conhecer,
porque somente a solitude permite o autoconhecimento,
e o amor próprio é como um texto que para ser escrito
precisa ser idealizado e construído, em cada pequeno frase, oração, com seus erros e seus acertos,
como um texto inacabado,
que continua mesmo depois que o escritor pare de o escrever,
como o amor que continua sendo amor,
mesmo que você não o diga,
mas eu o disse, e você já sabe,
e por tudo...
eu sou grata.

Tudo bem não está tudo bem,
tudo bem sentir muito,
eu me perdoo,
eu sou grata,
e
eu me



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Sinto Muito,
Me perdoe,
Eu Te Amo,
Sou Grato.