29 de novembro de 2019

Em homenagem a tudo aquilo que eu não pude sentir #3

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Essa é a quarta vez que o telefone toca desde que acordei. Passo direto pela sala até a cozinha, ligo a cafeteira, e volto para atender o telefone.

- Alô?! - Digo.
- Finalmente. 
Escuto a voz já um pouco impaciente, e penso se escutei bem:
- Quem é?
- O Heitor. Não reconhece mais minha voz?
Quanta saudade. Penso.
- Quanto tempo. - Falo, indiferente, fingindo que o coração não tá pulsando na garganta.
Ele fica calado, e meu coração bate descompassado.
- Oooi? - Espero alguma resposta, mas não tenho nada.

Escuto alguém bater na porta.

28 de novembro de 2019

Em homenagem a tudo aquilo que eu não pude sentir #2

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Você pode ler ouvindo Selena Gomez - Back To You (Acoustic)


Escuto o telefone da sala tocando, e acordo assustada.
Sento na cama, vejo o Sol entrando pela janela do meu quarto, e tento entender o que aconteceu: eu havia sonhado mais uma vez.

Existem inúmeros sentimentos dentro de mim, e eu consigo lidar com todos eles, o que eu não suporto é quando apenas um, em específico, faz questão de fazer morada no meu peito, diminuindo, inclusive, o fato de que existem todos os outros.

Não gosto quando isso acontece, porque além de ser pega de surpresa, eu fico torpe por tempo indeterminado. Da última vez, foram cinco dias seguidos.

27 de novembro de 2019

Em homenagem a tudo aquilo que eu não pude sentir #1

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Eu queria ter chorado mais. Ter aproveitado o seu colo e o seu abraço, por todas as vezes que engoli o choro, quando podia ter desabado e me deixado ser acolhida por seus braços, que sempre me trouxeram segurança e fizeram-me sentir em casa.

Eu queria ter aproveitado cada pequeno segundo do seu lado.
Gostaria que eu tivesse percebido a imensidão que cada milésimo se tornava toda vez que você estava aqui comigo.

Eu queria ter gravado o som da sua voz, para que sempre que eu sentisse sua falta eu pudesse reproduzi-lo, para sentir um pouco o seu timbre próximo a minha orelha.