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3 de fevereiro de 2019

Identidade poética

Essa arte é sua? Se sim, entre em contato para que eu possa dar seus créditos, a achei na reprodução do tio Google, estava sem os dados do ilustrador, espero que não se importe, a utilizei porque me identifiquei! <3


Hoje o mercado artístico no Brasil é muito concorrido, as portas foram se abrindo e está um pouco menos difícil do que antes para aparecer, isso graças a internet. Mas, as formas e as coisas que precisamos nos submeter para estarmos em alguma posição importante, ser conhecido e ter o devido valor são muito complexas. Primeiro, porque é muito complicado encontrar pessoas que acreditem no nosso potencial e tenha condições de investir no nosso talento, e segundo porque é mais complicado ainda vender uma arte que todo mundo quer ver, mas não tem nada a ver com quem você é, a sua identidade e licença poética, e é sobre isso que escrevo hoje.

Vou falar sobre a minha experiência porque é melhor falar sobre o que eu sei, do que tentar me colocar no lugar dos outros sem saber exatamente como é.

Eu tenho um apego e preferência muito grande por músicas internacionais e a literatura inglesa, e já fui muito julgada por isso, porque, em muitas das coisas que escrevo fica explícito. Inclusive, já me julgaram porque utilizo muitas músicas em inglês quando coloco para que vocês possam ouvir enquanto leem meus textos. Escuto muito que eu deveria valorizar a cultura brasileira, as músicas, os escritores, os artistas que são da mesma nacionalidade que eu. E eu compreendo, ainda mais porque sinto na pele o que é a falta de valorização em diversos pontos sobre o mercado artístico brasileiro. Só que eu sou o que sou. E gosto de ser fiel a minha personalidade.

Eu gosto de ver que têm pessoas que aceitam e gostam do meu trabalho do jeito que ele é, com a minha cara, minha identidade, porque os meus livros e meus textos que publico aqui no blog, ou no facebook ou no instagram, são justamente uma releitura de mim. O que eu sou, o que sinto, o que gosto, e o que eu quero mostrar de mim para vocês.

Já falei muito sobre o amor, e acho que vou continuar por muito tempo, talvez sempre sendo julgada por ter esse jeito meio tolo de acreditar em algo que muitas pessoas já estão desacreditadas, mas eu sou assim, essa sou eu e eu sinto que essa é a minha missão: mesmo sendo julgada, ou mal interpretada, estou aqui dando sempre o melhor de mim, na esperança de que, com as coisas que escrevo, vocês possam sentir um pouco sobre o que é o amor, ou alguma coisa boa, como as que sinto e tento passar quando escrevo.

Então, eu aceito a culpa de supervalorizar a cultura inglesa, porque faz parte da minha identidade, e para mim está tudo bem fazer parte da cultura brasileira que é pouquíssimo valorizada. Porque eu prefiro ser eu, demonstrar quem sou, o que sinto, ser sincera sobre as coisas que penso, sinto e agradeço muito a Deus por este dom que Ele me deu e por vocês serem sempre tão carinhosos e abertos comigo, exatamente como eu tento ser com vocês.

Eu gostaria de falar também sobre um amigo super talentoso que tenho, porque ele entende muito bem o que escrevo aqui, porque é complicado fazer algo por obrigação, para agradar os outros, sendo que desagrada o seu coração, você não está sendo fiel ao que sente e quem você é.

Ele é um músico muito foda, super talentoso, toca guitarra e violão como ninguém, ele tem o feeling com a música, entende? E em uma oportunidade, ele me falou sobre que o que importa é justamente isso, o sentimento, o que ele sente e passa para as outras pessoas quando toca, e eu posso dizer com coração ou de forma crítica que você, com certeza, sentiria o mesmo que eu quando ouvisse ele tocando. O sentimento é puro, genuíno, é quase perfeito, só não o é porque acaba. E ele não sente a mesma coisa quando toca músicas que saem do seu perfil, da sua identidade, que fogem de quem ele é.

Por isso é importante demonstrar e ser sempre quem você é. Em algum momento, vão te pagar por isso, e não somente em forma de dinheiro.

Prefiro ser quem eu sou, e receber o pagamento em forma de carinhos, palavras encantadoras e elogios motivadores, do que ser uma pessoa que não sou e ser extremamente rica.

Eu acho que a melhor arte é aquela feita com o coração, seja ela em português, inglês, espanhol, ou em qualquer outra das seis mil, novecentas e doze línguas que existem.

Apenas seja quem você é, sempre.
Há espaço e amor para cada um, do jeitinho que são.

E eu sou grata pelo cantinho que vocês reservam no coração de vocês para mim.



Grande abraço,
de quem nunca vai deixar de ser verdadeira.