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27 de fevereiro de 2019

O #G que você é pra mim

by reproduction google/essa foto é sua? rs


Você pode ler ouvindo Kid Abelha – Como Eu Quero

Depois de nos deliciarmos um pouco um do outro, decidimos ir direto para minha casa, nos recompomos, e seguimos pela avenida principal.  Acho que o meu café da manhã não poderia ter sido melhor, apesar de ainda estar faminta. Por mais.

Eu adorei saber que poderia ser verdadeiramente eu com ele. Seja sobre meus sentimentos, minhas opiniões sobre o mundo e a vida, sobre quem eu sou e poderia ser na cama, e também sobre como eu ainda posso me encantar com as pequenas coisas mesmo vivendo em um mundo tão frio e calculista, como vivemos hoje.

Me senti um pouco menos sozinha, quando o ouvi falando sobre como ele também sempre foi assim, esperançoso demais, encantado com tudo, cada pequeno detalhe, desde o céu estrelado em uma cidade grande em que você pouco consegue ver as estrelas, até sobre a beleza que é se entregar. Se doar completamente, cada pedacinho de si, todos os seus sentimentos para uma pessoa, é uma atitude muito corajosa, porque você nunca sabe como a pessoa vai reagir a isso.

Eu o ouço contando histórias de quando ele era pequeno, como ele descobriu que gostava de música, em especial, do violão, como ele desenvolveu um carinho muito especial porque a música pode ficar tão forte e delicada ao mesmo tempo, se tocada com sentimentos puros, reais.

Ele me falou sobre seus pais, que hoje moram muito longe para ele ir ver sempre, mas quando pode, vai visitá-los e faz um show particular para seu pai, que sempre foi apaixonado pelo dom dele, e pela forma que ele tocava. Eu percebi desde a primeira nota que ele sempre teve o feeling.

É como uma cachoeira que está predestinada a cair, esse sempre foi o destino dela, ou como a história que cada pessoa constrói durante a vida, nós nunca sabemos, mas sempre viemos com a história escrita, antes mesmo de vivê-la, como uma música depois de pronta, antes mesmo de ela ser composta, era pra ela ser exatamente como ela foi finalizada, ou como o sol, que é a estrela mais linda e brilhante que nós conhecemos, e o seu motivo, a missão, sempre foi brilhar, nos iluminar, ser a nossa luz.

Como ele estava sendo pra mim.

Porque eu o olho, e percebo porque nunca deu certo antes, sempre faltava algo, uma peça, algum encaixe, um parágrafo do texto, uma parte da letra, a melodia da música não ficava boa, porque quando a minha história foi escrita, eu estava predestinada a ser dele, como a lua está para o sol em um eclipse total. Raro e esplêndido.

Eu vejo seus olhos castanhos me observando, e vejo essa mesma certeza nos olhos dele. Não só por ele ser meu encaixe perfeito, ou por funcionarmos tão bem juntos, mas, porque eu sinto a mesma saudade, a mesma atração, o mesmo fogo que a lua deve sentir quando se encontra com o sol.

Será isso?
A raridade.

Se tudo não fosse tão novo, nem tivesse acontecido tão rápido, eu arriscaria a dizer que é amor. Porque o amor é raro.
E encontrar o amor da vida é mais difícil ainda.

Eu te olho, observo seus olhos castanhos, os seus lábios carnudos, e acaricio o seu rosto.
E mais uma vez, penso em como eu precisar aproveitar esse momento, antes que ele acabe.

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Esse texto é continuação do Projeto Notas de Nós Dois, essa é a versão dela - as NOTAS NATURAIS, você pode ler a história completa aqui.