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A vida (e o amor) é para todos

27 de abril de 2019

Via reprodução do Tumblr.

Você pode ler ouvindo Ed Sheeran - Photograph

Certa vez, um grupo de amigos respondeu um questionário online, e quando chegou na pergunta “você acredita no amor?”, 99,8% deles responderam “Não. Não mais”. E eu meneei a cabeça, lendo cada resposta, embora a maior parte delas fosse a mesma.

Erros, noites mal dormidas, fluxo de pensamentos, bagunça interna, bagunça de sentimentos... Aconteceu. Acontece.

Você já se machucou algumas vezes, teve o coração quebrado ou bateu o dedo mindinho na quina da estante, ambos doeram de forma parecida, só que uma dor foi física e a outra psíquica, espiritual. E este fato, o de que você já se machucou antes, não te assegura que não vai mais acontecer.

A vida é difícil, mas não é só pra você.
A vida é boa, e esta é para todos.

Não podemos desistir de algo só porque uma tentativa foi falha, uma criança não deixa de tentar engatinhar só porque não conseguiu uma vez, não podemos desistir do amor só porque a realidade em que vivemos leva a isso.

As pessoas não gostam de desafio? De ser do contra? Então, por que tá todo mundo se acomodando? Ainda bem que minha mãe sempre diz que eu não sou todo mundo. E se você não acredita, me escuta um pouquinho:

Um dia, uma mão vai segurar a sua tão forte que você nem vai lembrar do tempo que esteve solta. Um sorriso vai lhe colocar nas nuvens, e você nem vai lembrar que não dá pra ficar em cima de uma nuvem. Um ombro vai ser o travesseiro perfeito para tua cabeça, coração e alma. Um abraço vai ser o suficiente para aquietar o peito e silenciar as vozes que ficam na sua cabeça dizendo que não vai dar certo. Dá sim, um dia dá.

Porque a vida é de quem não consegue dormir bem a noite por causa do fluxo de pensamentos e ou de sentimentos, mas acorda sorrindo, esperando que tudo fique bem. Fica.

A vida é de quem não tem vergonha de admitir que errou e espera ser perdoado, por um erro bobo ou por um grande erro. Acontece. Perdoa.

A vida é de quem acorda todos os dias, esperançoso, crendo que algo vai acontecer e fazer tudo se encaixar num mundo onde nada parece ter encaixe.

A vida é de quem sonha, e sonha bem acordado. A vida é de quem ama, e ama bem amado. A vida é minha, sua, dele, dela, nossa. A vida é pra quem aposta. Aposta na vida, na essência da vida.

Resenha "O Date Perfeito"

25 de abril de 2019

@Netflix

Se você quer um filme bonito, com uma mensagem boa, para sorrir e chorar um pouquinho, pode, com certeza, apertar o play em O Date Perfeito, na Netflix.

O filme estreou em 12 de abril de 2019, dirigido por Chris Nelson, contamos com Marc Bienstock e Matthew Kaplan na produção, na equipe técnica Tara Timpone, a montadora e Nancy Nayor como diretora de elenco.

O elenco principal conta com os atores Noah Centineo (o queridinho Brooks Rattigan), Camila Mendes (Shelby Pace), Laura Marano (Celia Lieberman), Matt Walsh (Charlie Rattigan, o pai do Brooks) e Odiseas Gerorgiadis (Murph).

Brooks é o nosso personagem principal. Imagine você ter o encontro perfeito com o cara dos seus sonhos? É o que ele faz: se torna exatamente no que você quer.

O Brooks trabalha em uma lanchonete de fast food, mora com seu pai, o Charlie, que é um escritor.

O Brooks passou os últimos quase quatro anos se esforçando para entrar na faculdade Yale. Porém, como o dinheiro que recebe não é suficiente, e seu pai não tem condições de pagar, depois de ser pago para sair com a Celia Lieberman (a linda da Laura Marano), e no final da noite ela falar, brincando, que ele podia fazer aquilo profissionalmente.

Pensando nisso, ele conversa com o Murph (o Odiseas Gerorgiadis), seu amigo e companheiro de trabalho, que é desenvolvedor de softwares, eles têm a ideia de criar um aplicativo de encontros, em que as garotas escolhem com qual tipo de cara querem sair, para que ele possa conseguir dinheiro para entrar na faculdade Yale.

A partir daí, nós conhecemos vários Brooks: de nerd amante de arte, ou um grande babaca para assustar uns pais conservadores, até ele mesmo, que é um personagem tão complicado de encontrar dentro dele.

O filme é lindo, muito bem produzido e já ganhou muitos corações por aí, o que acha de se dar essa oportunidade?
A experiência pode ser incrível e divertida.

Minha opinião: 

Como sempre, quando se trata dos originais Netflix, eu adorei.

A fotografia do filme está ótima, a trilha sonora perfeita, e o Noah Centineo atuou muito bem, como também a Laura Marano não deixou a desejar, porque a forma como a sua personalidade forte e seu jeito de durona foi se desfazendo e mostrando a garota doce, divertida e singular que ela é, me fez gostar ainda mais da personagem, também por me identificar.

Confesso que achei que choraria mais, até deixei para assistir durante a TPM, mas foi no limite, no grau certinho.

P.s.: se prepare muito para ouvir a carta de admissão dele para a faculdade.

O meu presente é o agora

20 de abril de 2019



Você pode ler ouvindo Beyoncé - I Was Here (ACAPELLA)


Eu nunca soube respeitar o tempo de as coisas acontecerem, eu sempre tive urgência, uma necessidade imensa de fazer aqui, agora, porque eu nunca tive garantia de nada.

Eu só sei do agora, minha única certeza nesse momento é a de que estou sentada, tentando ignorar a minha dor no pescoço, enquanto escrevo sobre o meu desespero de sentir tudo. Eu nunca fui oito ou oitenta, exacerbada que sou, sempre fui oitocentos.

Porque não há nada que possa me dar uma garantia de amanhã, ou daqui a alguns minutos. Eu preciso saber que aproveitei cada minuto, senti tudo que precisei sentir, e acima de tudo, que eu demonstrei o amor e carinho pelas pessoas que amo e estimo. Eu sou assim, não aceitaria em hipótese alguma deixar alguém ir embora sem que ela soubesse o quão especial e importante é pra mim.

Eu nunca me permitiria passar na vida de alguém sem deixar a minha marca, é como a música da Beyoncé – I was here. Eu preciso saber que fiz a diferença na vida das pessoas que passaram por mim, eu quero deixar a minha marca.

O amanhã é tão incerto e a vida tão simples que a gente complica, parece tão difícil aproveitar o agora, as pessoas estão tão acostumadas e desesperadas por mais, que esquecem do que têm e pouco valorizam.

Eu nunca consegui ser assim, eu agradeço por tudo, e me permito sentir tudo, porque são conquistas minhas, sentimentos meus, pessoas que eu tenho o prazer de conhecer e cultivar. Eu cuido, demonstro, deposito esperanças, me frustro, beijo, abraço, agarro, mordo, eu sempre aproveito e peço mais um pouco.

Sou grata pelo meu agora, o agarro com todas as minhas forças, e peço a Deus pelo meu amanhã, para que eu o possa aproveitar como um todo.


Minhas tattoos e +

18 de abril de 2019

@_iasmimsantos

Olá, como estão, tudo bem?
Espero, de coração, que sim!
Semana passada, eu postei aqui no blog falando sobre o desenhista Cicero Matias, que fez a ilustração dessa minha tatuagem, e como prometido, vou falar um pouco sobre as minhas tattoos, como foi a decisão para fazer cada uma delas, se doeu, e falar um pouco sobre essa forma de arte tão linda quanto todas as outras.

Quando eu era mais nova, tinha um certo preconceito sobre pessoas que tem tatuagem, talvez porque, na maioria das vezes, era relacionada a bandidos e pessoas de baixo escalão, porém conforme eu cresci, expandi minha mente, comecei a estudar e aprender sobre liberdade de expressão e arte, entendi que era algo bonito e natural, e a importância de respeitar as escolhas das outras pessoas e não julgá-las por isso.

“Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, foi o que a antropóloga Susanna Kumschick disse quando questionaram sobre o porquê de a tatuagem ser arte. E eu concordo com o que ela disse, porque nós somos tão únicos e singulares, que deveríamos ter o poder de expressar a arte da forma que achamos melhor, e se pra mim, o meu corpo e quem eu sou é uma forma de arte, deve ser natural eu me sentir livre para fazer o que quiser com ele, e pintar o que achar mais bonito e que me representa nele também.

A minha primeira tatuagem, eu fiz em julho de 2018, no estúdio Som Tattoo em Praia do Forte, o tatuador me conhecia há dois anos, e ele sempre brincou, perguntando quando eu tomaria coragem para fazer, a minha ideia inicial era fazer uma cauda de sereia, com uma conchinha do mar, no antebraço, mas, quando eu decidi foi espontâneo. Eu tinha ido no banco fazer um pagamento, e aproveitei para passar lá, e decidi fazer essa:






A ideia original da tatuagem era as duas ondinhas e a palavra mar, mas, pensando em como sempre fui adepta dos ideais do amor, optei pela palavra amar.

Não doeu, nem preciso jurar para vocês acreditarem em mim, porque eu não falaria nada que não fosse verdade para vocês. O máximo que eu senti, foi um incômodo, e precisei tomar todos os cuidados para a cicatrização. Me apaixonei pela pomada Nebacetin, pois aliviava muito as coceirinhas e a minha vontade de puxar as casquinhas que saíam.




Essa é a minha segunda tatuagem, no mesmo dia que a fiz, também fiz um coraçãozinho na falanginha do dedo anelar da mão esquerda, mas é muito pequeno, não preciso colocar a foto aqui.

Fiz essa tattoo em homenagem às minhas avós, sempre fui apegada a elas, em especial a minha avó materna, essa foi uma forma de eternizá-las comigo, e me lembrar das minhas raízes e exemplos de força.

O tempo para fazer as duas tattoos foi de quinze minutos, e assumo que senti muita dor na tatuagem do dedo, acho que por conta do osso, sabe. Pouca carne e pele fina.

A minha quarta tatuagem e a mais recente é a mais linda que eu acho! Amo todas, com um carinho imenso, mas essa em especial, porque representa o meu signo, o leonina que sou. A fiz em 10 de agosto de 2018, foram três horas de ansiedade e música boa, porque eu estava louca para ver como ia ficar, e porque o Som tem um ótimo gosto musical.

Como já disse, a ilustração foi feita pelo Cicero Matias, e reproduzida pelo Som, a junção do talento dos dois resultou no meu presente de aniversário de vinte anos.

Mesmo depois de quase um ano, ainda tenho algumas reações alérgicas, quando como alguma coisa muito remosa, ou quando cai alguma coisa que irrita a minha pele, por isso ainda cuido bem e utilizo a pomada Bepantrix, é como bálsamo nesses momentos.







Tenho muitas ideias e vontades para tatuar o meu corpo, mas respeito o meu tempo e momentos, então, por enquanto estou satisfeita com essas, e ainda não enjoei de nenhuma delas.

Todas as minhas tatuagens foram feitas em Praia do Forte, no estúdio Som Tattoo, vocês podem ver o trabalho deles clicando aqui: @SomTatooSantos

Carta para o namorado da minha amiga (2)

13 de abril de 2019

Essa imagem é sua? Entre em contato para que eu possa dar os seus créditos! A encontrei na reprodução do tio Google!



E aí, cara, como vão as coisas? Tudo bem? Quanto tempo, não é mesmo?
A minha vida está bastante corrida, desculpa a minha ausência e minha demora em te escrever, mas acho que a última carta deve ter sido esclarecedora sobre muitas coisas, não é mesmo? Mas, me conte, como está o meu tesouro? Tá cuidando direito dela? Está fazendo ela feliz?

Eu imagino que sim, porque a personalidade dela é forte demais para ficar com uma pessoa que seja menos do que ela merece.

Eu gostaria de dizer que fico feliz que você tenha ficado, afinal. Sei que não precisava me mostrar, nem me provar nada, mas ainda assim, eu consegui ver o quanto você é diferente de todos os outros caras, pelo simples fato de você ter permanecido.

Provavelmente você pisou na bola algumas vezes, e ela também, e vocês se perdoaram, e estão juntos até hoje porque é sobre isso que relacionamento se trata: ficar, apesar de tudo e qualquer coisa, permanecer, aprender um com outro... Superar os problemas, cada pequeno erro, falha, defeito, se ajudar e, principalmente, amar, mesmo que possa doer muito.

Me conte, você se apaixonou mais por ela? Continua descobrindo cada pequeno detalhe e surpresinha que ela tem? Ou você já a conhece de cor? Eu sei que não, ela é uma caixinha de segredos... e ela vai te contar todos se você souber como conquistá-los.

Eu gosto do sorriso dela contigo, eu vejo esperança, vejo amor, eu sinto o carinho, o cuidado, vejo o “apesar de”, da mesma forma que vejo em você.

Adorei que tenhamos tido a oportunidade de sentar, beber umas cervejas e conversar um pouco, de verdade, inclusive porque você também pôde ver algumas das minhas falhas, e que eu não sou perfeita, como eu pintei e bordei te aconselhando tanta na minha outra carta.

Eu não mudo nada sobre as coisas que te falei, só adiciono um parágrafo depois daquele que eu escrevi sobre nem ameaça de ataque nuclear fazer ela voltar, porque, hoje, depois de tudo que vi e vivi, depois do quanto eu vi que ela cresceu e das coisas que passou junto com você, você pode sim fazer qualquer sinal de fumaça, que ela volta, procurando, até te encontrar, perdido no meio de alguma floresta, desnorteado porque estava sem ela.
Ela te encontra, porque, hoje, apesar de qualquer coisa, ela te ama.

E eu fico feliz que você tenha seguido meus conselhos e ligado pra ela, tenha feito exatamente como teu coração mandou, e eu nem quero saber se você a reconquistou com alguma garrafa de vinho, ou com fandangos, episódios de alguma série que ela gosta muito, ou se vocês fizeram o próprio episódio inédito da história de vocês...

Eu só quero saber que vocês estão bem e findar esta carta, desejando muitas páginas de “felizes para sempre” na história de vocês, e que vocês saibam, sempre, onde vocês pertencem: um no outro.


Sobre sentimentos e queimaduras de terceiro grau

6 de abril de 2019


Você pode ler ouvindo Ed Sheeran - One

Eu preciso escrever, porque eu tenho postergado os meus sentimentos sobre você há muito tempo. Posso sentir como meu peito vai ser castigado, antes mesmo de ter começado. Porque quando você aceita o que sente, você opta por tudo, inclusive as consequências. Quando você brinca com fogo, por mais hábil ou expert que seja, em algum momento você vai se queimar.

A sensação, nos últimos dias, foi como estar queimando dentro de uma caixinha, como a teoria do gato de schrodinger, em que você não sabe se o gato está vivo ou morto até abrir a caixa, e ele permanece nesse meio termo, até que alguém o faça. E eu abri. Só pra me ver, com os meus sentimentos queimando nas minhas mãos, totalmente expostos, e, aos poucos, virando cinzas.

É como se eu estivesse fora do meu corpo, me olhando deitada, dançando suavemente com as mãos no ar, como se visualizasse meus sentimentos candentes, e sentisse o fogo já afetando a minha derme, e mesmo que doesse, queimasse e machucasse muito, eu sentia exatamente tudo o que aquilo me causava. Eu sentia tudo.

Mesmo que todos os meus sentimentos e expectativas possam ser levadas pela minha simples e lenta expiração, eu o faço profundamente e me permito, depois de dias me mantendo ocupada o bastante para não pensar sobre, sentar aqui e escrever. Porque escrever é a minha forma de diminuir a dor que rasga meu peito, e mesmo que eu tenha deixado-a em modo mudo por um tempo, ela insistia gritar no meu inconsciente.

Eu tenho talento em superar, sabe. Mas, também sou proficiente em preservar lembranças como faíscas, se você estalar os dedos duas vezes, meus sentimentos estão acesos novamente. Isso é muito sobre quem eu sou, a forma como as pessoas me marcam, e a importância que dou a cada uma delas. 

E você me marcou. Muito. As coisas são muito recentes, embora nós nunca tenhamos sido nada. Quer dizer, nós fomos alguma coisa indefinida, louca e boa, que nunca nos permitimos viver, decifrar, muito menos contar a ninguém. Nós fomos alguma coisa, e não acredito que somente eu sinta isso tudo dessa forma.

Hoje, eu sou obrigada a te ver e segurar a minha vontade de te abraçar forte, sentar e conversar sobre a vida. Preciso segurar meus sentimentos, jogar um balde de água fria ou  tomar algum vinho ou drink de martíni, com bastante gelo, só para não demonstrar como me sinto sobre o tudo e o nada que nós dois fomos. E, como sabemos, o álcool não controla o fogo, então eu continuo em chamas, com o telefone na mão, a voz um pouco mais grave por conta do choro entalado na garganta, e o teu número na tela, pronta para discar.

Mas, eu não o faço. Porque o sentimento intenso e puro que sentia por você se transformou em um nó na minha garganta, enquanto tento não chorar, pois o fato de você ter fugido sem me dar uma chance para uma conversa, me deixou com inúmeras dúvidas e suposições sobre quem você realmente era e até que ponto as coisas eram verdadeiras ou não, e isso eu não estou falando sobre as histórias que inventei inspirada em nós dois e no expecto do que poderíamos ser.

Estou falando sobre se você foi realmente sincero, verdadeiro, e não mais um cara como todos os outros, e aparentemente a segunda opção é a certa, e ainda assim, quem eu sou continua gritando que talvez, somente talvez, você tenha sido real e inteiro para mim como eu fui para você. Porque é mais bonito acreditar nisso, embora a realidade esteja batendo forte na minha cara.

Me mostrando que não, que a minha ingenuidade que me faz sempre acreditar no melhor das pessoas me deixa cega, às vezes, e eu não deveria te ligar, nem procurar você, por isso eu escrevo, porque é uma forma de mostrar a minha intenção e o motivo de não fazê-la real. 

Diferentemente das vezes que quando penso em você, fecho os olhos, respiro fundo e peço aos céus que levem do meu peito para o teu o que eu sinto, pra ver se diminui aqui e você sente um pouco do que tenho sentido, sabe. Como das vezes que fiz você viajar com as coisas que escrevi, com os personagens que inventei sobre nós dois e te mostrei todas as nossas possibilidades, e, finalmente, nos transformamos em nada.

Eu escrevo para não te mandar mensagem falando sobre como os últimos dias têm sido difíceis, que a minha indiferença e frieza é somente uma proteção porque, no fundo, eu sinto que ainda posso me queimar e me machucar mais, isso pelo motivo de você está afetando a minha hipoderme, sem nunca ter tocado a minha epiderme.

E eu quis tanto, sabe. Ter descoberto o que podíamos ser, porque nós sempre tivemos o feeling e muito potencial. Como quando você me inspirava e me inspira agora, como você incentivou a ser eu mesma, sem ter medo, como eu tinha antes de você me encorajar. Como você aceitava quem eu era e a forma que os meus sentimentos saltavam pra fora de mim, o teu olhar era de admiração por conhecer alguém assim.

A vida é feita de momentos que marcam e mudanças drásticas de quem éramos e passamos a ser depois de alguma coisa, sabe? Tipo a história da Lou do livro "como eu era antes de você"? O impacto é quase o mesmo, como se existisse uma de mim antes e depois de você, e parafraseando a Jojo Moyes: eu me sentia melhor quando você estava por perto, me sentia mais quem eu queria ser.

Mas, eu não sei mais quem eu sou depois de você, porque estou machucada demais para pensar sobre isso agora. Só preciso falar sobre o nosso durante, porque eu gostaria que você estivesse na minha sala de jantar, tocando o violão para mim e me fazendo cantar músicas que falam muito sobre os sentimentos que tenho, eu queria te olhar e ver você olhando de volta, sorrindo com os olhos e me mordendo com o sorriso.

Gostaria de voltar aos primeiros dias, quando nos falávamos o tempo todo e tudo parecia tão simples, inclusive quando estava muito complicado em casa, e você era meu porto seguro, e ficava comigo no telefone por horas, tocando ou violão ou a guitarra pra mim, tentando me acalmar, e esse era o melhor carinho a distância que alguém já tinha me dado.

Como em pouco tempo, nossas conversas se tornaram profundas e espontâneas, como da vez que tomávamos sorvete e pensávamos sobre detalhes como a colherzinha com a minha cor favorita, que o sabor do sorvete era "menina bonita", o meu predileto por causa de todas as sensações que ele causa... e logo após conversávamos sobre as pessoas e a forma como as vemos no mundo. Simples assim, sabe.

Ou quando não precisávamos falar nada, só existir ao lado um do outro, como naquela noite fria, em que ficamos sentados por quase uma hora, sem dizermos absolutamente nada, só pensando nas coisas que tinham acontecido e eu estava grata em poder estar com você, pois diante os fatos da noite, o único lugar seguro pra mim, naquele momento, era do teu lado.

Como da vez que comemos torta de chocolate com suco de cacau, e pouco tempo depois você começava me ouvir sobre como as coisas mudam quando crescemos, e comento sobre a minha avó e como sempre fui muito apegada a ela, e você afirma com a cabeça, porque você lembra bem. Então eu te ouço falando da sua avó e como sente falta dela, e eu te digo que não imagino o mundo sem a minha, porque ela sempre esteve aqui pra mim.

Mas, você também estava. E agora não mais.

E eu gostaria de terminar esse texto, contando sobre como tenho esperanças de que, um dia, você volte, para continuarmos de onde paramos e poder, enfim, esclarecer tudo o que não sabemos sobre o outro, como isso tem me machucado, queimado até as minhas cordas vocais e isso não me impediu de compor uma música sobre você.

Tudo isso é sobre saudade e como ela arde, e como provavelmente só arde assim em mim, porque talvez eu não tenha te marcado da mesma forma que você me fez. Porque você, infelizmente, é mais um como todos os outros que já conheci, e a pessoa ativa, intensa e ardente da história sempre foi eu, e quem fez você da forma que você era, foi eu mesma, minha mente e meu coração, porque era tudo sobre o jeito que eu te via e o potencial que enxerguei em você.

Eu permiti e aceitei que você fosse o personagem principal da minha história por todo esse tempo, sou grata por todos os sentimentos que pude experimentar e como pude perceber que eles são mais intensos que antes.  Visto que as minhas faíscas vulgo minhas lembranças se transformaram em chamas, talvez eu esteja necrosada por conta disso tudo. E nós nunca fomos nada.

Eu gostaria de terminar dizendo que, em algum lugar dentro de mim, se você olhar direitinho, eu ainda acredito em você e que, provavelmente, eu te ligue daqui há algumas horas, pondo a culpa no álcool e te fale sobre essa carta e como doeu escrevê-la, em especial porque nunca vou te entregar e, somente no fim da ligação, depois de ter chorado tudo o que tenho segurado nas últimas três semanas, eu assuma estar sóbria e machucada demais para não te contar.

Mas, eu só fecho a caixa, sentindo a superfície quente, esperando que na próxima vez que eu a abra, o gato esteja morto. Porque o meu celular está tocando e não, não é você, e porque estou ferida demais para aceitar que eu continue assim e porque o martíni já subiu a cabeça e estou altinha demais para pensar claramente sobre qualquer coisa.

Mesmo que eu ainda veja você.
Queimando.
Dentro de mim.


FAQ: sobre mim, o blog e meus livros!

4 de abril de 2019


Começo esse post com essa foto maravilhosa, porque eu sou bem palhaça hahaha!

Como vocês estão? Tudo bem?
Eu espero e torço que sim!

Bom, essa foto é do evento do livro Ela Só Quer Viajar, que foi em 2016, eu estava terminando de organizar os últimos detalhes e estava com essa touca super mega fashion (claro que não) na cabeça, porque tinha feito corte novo e ninguém sabia, e tinha acabado de sair do salão.

Quis colocar ela para desconstruir um pouco essa imagem virtual que a gente acaba criando quando se torna uma figura pública, porque as pessoas acabam esperando que sejamos perfeitos e não cometamos deslizes, mas nós somos humanos, como qualquer um, afinal. Mas, então, esse é um tema para depois.

Hoje vou responder as perguntas mais frequentes que me fazem, até para esclarecer um pouco algumas coisas e falar um pouco mais sobre meu trabalho.

Há quanto tempo você escreve?

Eu escrevo desde pequena, as minhas matérias favoritas no colégio eram português, redação e artes, e eu sempre gostava de pensar alguma coisa e organizar no papel, fosse para contar como foram as férias, para escrever uma carta (sou amante das cartas desde pequena, minha avó e pais sabem bem disso), ou para desabar quem eu sou no papel.

Como você conseguiu publicar seus livros?

Através de um amigo virtual que tenho há anos, o Júnior, ele havia colocado um anúncio na capa do seu Facebook sobre o evento de lançamento do seu livro, e eu comentei parabenizando-o, então começamos a conversar sobre como ele conseguiu e ele me indicou a Editora Multifoco, falou sobre o trabalho deles, como foi o processo. Um dia depois, mandei o texto "Maquiagem Escarlate" do livro "Gliterize" para eles, e em poucos dias recebi o e-mail da editora, informando que o texto havia sido aprovado e solicitando "a obra completa".
Foi um susto pra mim, porque embora gostasse de escrever e tivesse esperança de conseguir, não imaginava que seria um sonho real. Juro que só acreditei no momento que assinei o contrato com a minha mãe, e quando recebi o aviso do correio que os livros tinham chegado.


Livro "Gliterize" publicado em 2015, editora Multifoco.

Quanto tempo demora para escrever um livro?

Depende. Por exemplo, o meu primeiro livro (Gliterize, 2015) foram cinco anos até finalizá-lo, primeiro porque quando eu escrevia, não fazia ideia de que eu estava escrevendo um livro, e segundo porque quando peguei para ler tudo e revisar a história e o que tinha escrito, refiz e editei muitas coisas. Já o meu segundo livro (Ela Só Quer Viajar, 2016) demorei apenas seis meses para escrever, finalizar e revisá-lo, e, inclusive, a arte de capa deste livro fui eu que fiz!
Com tempo desenvolvi técnicas de escrita, estudei mais, e fui descobrindo a minha identidade como escritora, do que gostava, a forma que escrevia, e o fato de eu ter desenvolvido esse autoconhecimento, as palavras fluíram com muita facilidade.

Como é o processo de publicar um livro?

Bastante intenso e complicado.
Primeiro, você precisa revisá-lo várias vezes, de preferência com algum profissional que você confia, lê-lo e mostrar a pessoas que você gosta e acreditam no seu potencial para poder ouvi-las, ter opiniões e interpretações diferentes. Segundo, você começa a caça a alguma editora que tenha o seu perfil e esteja recebendo originais para avaliação. Quando as respostas começam a vir, você precisa ponderar sobre as propostas, qual a melhor, a que fica boa para você e para seu público.

Tem também as formas de divulgação que são tantas e variadas, eu por exemplo, nos eventos dos meus livros tive o alcance das pessoas da minha cidade e amigos de cidades vizinhas, então, uma das coisas importantes se você quer que seu livro seja lido por muitas pessoas, você precisa fazer seu nome e vender seu produto na internet, usar as redes sociais e o Marketplace para mostrar seu produto.

Como no meu caso, antes eu só queria que algumas pessoas me lessem, saber que pelo menos, duas ou três tinham meu livro na cabeceira da cama ou na sua estante de livros, foi o suficiente pra mim. Então, eu estou subindo um degrau de cada vez, sabe. Fazendo as coisas no meu tempo.
Hoje eu tenho pessoas me lendo no blog, no Instagram, na minha página do Facebook, no Twitter, no Tumblr, em sites de escritores como o Recanto das Letras, o Sweek, o Wattpad, o Clube de Autores, até no Whatsapp e, muito em breve no Google Play!

(P.s.: as coisas que escrevi aqui são baseados na minha experiência, na minha realidade).
(P.s.2: em breve, a pedidos, vou fazer um post explicando todo o processo de publicação, para vocês saberem um pouco mais sobre como funciona tudo).



Livro "Ela Só Quer Viajar", publicado em 2016, Editora Multifoco.


Foi muito caro para publicar?


Não, pois trabalhei com a Editora Multifoco em forma de consignação, que é um tipo de patrocínio, a editora investiu em mim, e eu recebi o valor referente aos direitos autorais.

Você ganhou muito dinheiro com os livros?

Não, gente, eu não ganhei muito dinheiro com os livros. Como falei na pergunta anterior, só recebi referente aos direitos autorais. Porém, o que realmente teve valor pra mim foram as experiências dos eventos, o carinho das pessoas comigo e admiração que demostraram por mim, inclusive os depoimentos delas de como as ajudei com alguma situação.

Quem revisa seus textos?

A maravilhosa Sara Oliveira, que é um anjo na minha vida e sou grata pela forma que ela lê o meu trabalho e o carinho que tem comigo.

Como é a experiência de ter um blog?

Vamos considerar que no momento que estou preparando esse post são quase uma hora da manhã.

Então, é um pouco cansativo, e ao mesmo tempo, realizador. Porque eu vejo o retorno de vocês para as coisas que escrevo, os leitores fieis, os novos visitantes, que graças a Deus, tem aumentado. As ideias que tenho e penso em compartilhar com vocês. No início o blog era somente para divulgar os meus textos, porém conforme o tempo foi passando, vocês me mostraram a necessidade de ver um pouco mais, saber um pouco mais sobre mim, trazer conteúdos construtivos pra vocês, ideias diferentes, dicas... Vocês até me inspiraram a criar um projeto só para escrever sobre a história de cada um de vocês aqui.

Também tem a parte que faço novos amigos, como quando organizei o Projeto 16 on 16, em que conheci pessoas incríveis que revolucionaram a minha vida como blogger, ou como quando participei de um sorteio de layout (a imagem e organização atual do blog, a forma que vocês o visualizam) e me empenhei até ganhá-lo, foi mais um passo que dei e um carinho que fiz por vocês, e estou trabalhando para mudá-lo também, porque já tem quatro anos que o uso aqui no blog.

Gostaria de salientar que esse ano tem mais projetos aqui no blog! Posso adiantar sobre o projeto "30 dias de escrita" que comecei dia primeiro, agorinha, no Facebook e em breve o trarei para o blog!
E sobre um novo projeto que está no papel há bastante tempo, mas que começa ainda nesse semestre! Muitos de vocês adoram quando eu leio as coisas que escrevo... e se eu começasse a musicalizar a minha poesia?

Quem edita seus posts?

Eu mesma. Gosto de deixar tudo do meu jeitinho, sabe. Com a minha cara. Então escrevo tudo, anoto minhas ideias, acho que o trabalho mais árduo é encontrar as imagens que casem com os textos, e que eu possa usar, porque tem todo o trâmite de direitos autorais para o próprio Blogger ou o Google. São detalhes pequenos, mas que fazem muita diferença.

Quais são os três maiores desafios no seu trabalho quando se trata de divulgar e ganhar espaço na internet?

As ferramentas de pesquisa, o alcance das publicações no Facebook (que é minha principal forma de divulgação) e patrocínio.
Acho que a maioria dos desenvolvedores de conteúdo colocariam a concorrência como o primeiro item aqui, porém, eu sou adepta da ideia de que a internet é um mundo imenso e tem espaço para todo mundo, basta sermos autênticos e fazermos tudo com empenho.

Se você tivesse recursos infinitos e pudesse resolver qualquer problema em um piscar de olhos? Qual seria? Como resolveria?

Se me perguntassem isso semana passada, eu diria que seria a falta de amor no mundo. Mas, tive uma crise de intensidade noite dessas, em que estava rezando pelo mundo e refleti que Deus poderia, facilmente, resolver todos os problemas do mundo de uma noite para o dia, todos nós acordaríamos renovados em nossa essência de amor, mas não se trata disso, sabe, é tudo sobre nós termos o nosso livre arbítrio e amar porque amamos, não por obrigação. Conversei com uma amiga sobre isso, e ela me fez refletir quando disse que "Deus não quer que estejamos com Ele por obrigação, mas por amor", então, é isso. Essa luta é individual, de cada um, eu não posso fazer com que o outro mude, mas eu posso rezar por ele e pelo mundo, o que tem feito bastante nos últimos meses.

Então, se eu tivesse recursos infinitos eu resolveria a desigualdade social no mundo, a fome, a miséria, porque quando eu paro e penso sobre o mundo e as coisas que nós poderíamos fazer de forma universal, acho que é a nossa obrigação em nome da humanidade de ajudar as pessoas desfavorecidas na sociedade enquanto não resolvemos a raiz do problema.

O que te motiva?

Por algum motivo, estou achando essa pergunta um pouco difícil nesse momento, talvez seja o sono e a coluna gritando, mas, o que me motiva são as diferentes formas e reações que vocês tem ao que escrevo, o carinho e admiração de vocês, e,  em especial (porque se eu não gostasse do que faço eu nunca publicaria), as minhas reações quando termino de escrever algo, seja o alívio quando estava doendo, ou o êxtase por poder explicitar tantos sentimentos que, às vezes, a minha moral e ética me resguardam, ou quando eu leio algo que escrevi e penso "pqp! fui eu mesma quem escrevi isso?". E acho também que se trata da minha evolução, seja sobre quando eu escrevia bilhetinhos e escrevia "eu te-amo" com hífen, quando eu era pequena, ou sobre como desenvolvi os meus poemas cheios de palavras difíceis para os textos, os contos, as cartas que tanto amo, até sobre a minha habilidade com artigos e trabalhos acadêmicos, e em crônicas, essa última que fala tanto sobre mim e a minha forma de ser.


Alguns de vocês no evento de lançamento do livro "Ela Só Quer Viajar" em 2016.


Por que você escreve?

Porque é isso o que eu respiro.

Então, é isso, espero ter esclarecido as dúvidas de vocês, e podem aguardar por todas as promessas desse post, pois elas já são reais!
IASMIM SANTOS
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