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Cara, eu preciso te agradecer

23 de junho de 2016

Via Rayanne Menezes

Você pode ler ouvindo Birdy - Wings

Muito obrigada pelas tardes em que você me abraçou forte pra ver se minha cólica diminuía, por quando jogávamos baralho no pátio do colégio, ou tocávamos músicas no violão, bem, eu tentava. Eu só sabia cantar Renato Russo e você só queria saber de Red Hot. Pelas vezes que você disse que se sentia a vontade pra se abrir comigo, ou quando me confortava com o som melódico do violão quando eu só queria gritar.

Pela vez que nos conhecemos e eu cheguei despojando meus poemas pra você ler, esperando que cê gostasse e entendesse, e mesmo não entendendo direito, você balançou a cabeça concordando, como se tivesse entendido.

Pelas tardes em que compartilhamos músicas, respeitando o gosto um do outro, por quando te fazia sentar e ler o que eu havia escrito, pra ver se tu ia gostar. Por ter me ajudado a compreender umas coisas, e consertar outras com teu abraço, mesmo que esporádico.

Pelas vezes que você sentou do meu lado e me ouviu falando sobre aquele cara como se ele fosse meu príncipe encantado, tu me fez cair na real e ver que não era bem assim, mesmo quando havia acabado de se emocionar me ouvindo ler uma carta que fiz pra ele.

Por quando você foi embora, mas me inspirou tanto que enchi um caderninho de frases e textos pra você em uma semana. Pelas vezes que você abusou de metáforas pra me ajudar a compreender algumas coisas, até aquela do copo quase cheio ou quase vazio, eu prefiro ele transbordante, viu?!

Pelas noites cantando no coliseu com nossos amigos, falando sobre corações partidos, tomando litros e mais litros de vinho pra ver se a gente se consertava ou se diminuía dor. Diminuiu okay? A dor foi bem menor contigo ao meu lado. 

Pela vez que rabiscamos algumas coisas na parede do coliseu, pra deixar nossa marca. Talvez quem senta ali não entenda nada, mas meia dúzia de pessoas entendem e é o suficiente pra meu coração sentir um pouco de vergonha por ter declarado amor assim, aos quatro ventos, enquanto estava tão machucado. Isso é bem a minha cara, não é? Amar doendo tanto.

Por me fazer sorrir contando que sonhou comigo, que estávamos assistindo algo na tevê e eu largava minhas pernas em cima de você (folgada que sou) e começava a mexer no celular.
Por me lembrar da pessoa que sou quando estou com a cabeça bagunçada, por me lembrar de quando eu disse, rouca, que você seria um livro no meu conto de fadas, é que eu gosto de ler a alma das pessoas, sabe, e eu leria cada parágrafo teu, da mesma forma que você me lê, mesmo não sendo fã de textos melosos.

Pelas vezes que você me deixou deitar a cabeça no teu colo, e me fez rir vendo uma peça teatral no teu celular enquanto eu estava partida de todas formas possíveis.
Pelas vezes que você mal abriu a boca pra dizer oi e já estava sorrindo pra mim, por confortar meu coração mesmo sem perceber. Quero agradecer por ser corpo que sorri e sorriso que abraça. E por me banhar dessa amizade que enche meu peito de paz, poesia e amor.

Eu te amo, cara, e sou muito, muito grata.

2 comentários:

  1. Que lindo ❤
    Parabéns pelo texto.
    Mim emocionei ao ler, porque ali tem um sentimento enfático e verdadeiro em cada frase, em cada paragrafo. E não existe nada mais lindo quando se escreve com verdade.

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IASMIM SANTOS
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